TECNOLOGIA
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No Fórum Ahead by Bett, especialistas debateram como a Inteligência Artificial pode ser uma aliada estratégica na transformação da educação superior
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O uso da Inteligência Artificial (IA) na rotina de estudos já é uma realidade entre estudantes de graduação no Brasil. Embora represente um caminho para a personalização da aprendizagem esse movimento exige atenção e reflexão por parte da comunidade acadêmica.
A adoção das novas tecnologias precisa vir acompanhada de critérios pedagógicos sólidos, ética no uso e desenvolvimento do pensamento crítico.
Essa preocupação é reforçada pelos dados da pesquisa Inteligência Artificial na Educação Superior, que mostrou que sete em cada dez estudantes de graduação utilizam IA em suas atividades acadêmicas.
O estudo, realizado em julho de 2024 pela Associação Brasileira das Mantenedoras do Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights, também apontou que 45% desses estudantes consideram alto o impacto do uso da IA na automação da rotina laboral.
IA como aliada
No Fórum Ahead by Bett, dessa segunda-feira (28), especialistas debateram como a Inteligência Artificial pode ser uma aliada estratégica na transformação da educação superior. O painel “Reinventando a Educação Superior: Estratégias de IA para Transformar Instituições” reuniu lideranças do setor educacional para discutir caminhos possíveis para a inovação no ensino.
Ao comentar a pesquisa, o moderador do painel, Pedro Henrique, mestre em comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF), destacou que esse uso da tecnologia inclui desde a automatização de resumos e pesquisas até o desenvolvimento de projetos em diversas áreas.
Bruno Rocha, Head of Digital Technology da YDUQS, abriu a discussão alertando para a necessidade do uso consciente das tecnologias emergentes.
“Precisamos tomar cuidado para não aprofundar a superficialidade da pesquisa. O professor tem papel crucial ao instruir e estimular o pensamento crítico dos estudantes no uso dessas ferramentas”, afirmou.
Rocha destacou que, se bem utilizada, a IA pode apoiar a criação de experiências de aprendizagem mais personalizadas e promover a autonomia dos alunos, mas sempre com o cuidado de não substituir o processo reflexivo e criativo, essencial à formação acadêmica.
Potencializador de capacidades
Para Fernando Cruz, diretor de vendas e líder de educação da Microsoft, a IA deve ser encarada como um potencializador das capacidades humanas, e não como uma ameaça. Ele citou o Copilot, plataforma da Microsoft que utiliza IA para auxiliar em atividades acadêmicas e administrativas, como geração de relatórios, automação de tarefas repetitivas e análise de dados de aprendizagem.
“Até 2027, centenas de empregos sofrerão transformações. Um estudo do LinkedIn aponta que 83% das empresas esperam contratar profissionais com novas skills (habilidades)”, disse. Fernando defendeu que a IA pode ajudar todos os setores a resolver problemas complexos, do Judiciário à Medicina. “A massificação pode ajudar a andar a fila de processos que aguardam análise na Justiça, a conclusão de laudos na Medicina, e por aí vai”, destacou.
Ainda durante o debate, Silvio Meira, cientista-chefe da TDS Company, reforçou a importância de uma visão crítica sobre a adoção da IA. Ele propôs o conceito de “Inteligência Generalizada” para explicar o potencial expansivo da tecnologia. “Ainda estamos explorando as possibilidades práticas da IA. Para avançar, é necessário experimentar, testar e adaptar cenários reais”, destacou.
Para Meira, o maior desafio é modernizar o sistema educacional, capacitando professores para atuarem nesse novo ambiente. “A educação precisa deixar de focar apenas na memorização de conteúdos e passar a cuidar do desenvolvimento da inteligência humana, estimulando o pensamento crítico e a capacidade de solucionar problemas”, concluiu. O especialista comparou a chegada da IA à criação da prensa de Gutenberg, afirmando que as ferramentas gerativas transformarão o futuro.
*A titular da coluna Enem e Educação viajou a convite da Bett Brasil 2025




