União Europeia e México entram no coro dos prejudicados pelas novas taxas de importação anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos
JC
Publicado em 13/07/2025 às 0:00
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Em sequência aos comunicados oficiais de sobretaxa para produtos importados pelos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou acréscimo de 30% para as importações da União Europeia e do México. Ainda sob o impacto da retaliação econômica por motivação explicitamente política contra o Brasil, envolvendo a situação de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), o mundo segue tendo que ver as decisões com viés totalitário do líder norte-americano, cujo vaivém assusta pelo potencial de desestabilização que vai da geopolítica ao mercado internacional, afetando as economias nacionais – inclusive a dos EUA.
Com mais de 80% das exportações direcionadas para o país de Trump, o México declarou, por meio de sua presidente, Cláudia Sheinbaum, que espera obter melhores condições nas relações comerciais com a potência americana. Mas ressaltou que a soberania mexicana é inegociável, em tom de desafio repetido por Sheinbaum, que vem rebatendo declarações infelizes – que ocorrem cada vez mais – pronunciadas pelo ocupante da Casa Branca. Vale dizer que o México é o mais importante parceiro comercial dos EUA, atualmente, superando até a China.
A fim de reduzir o que considera um grande déficit comercial com a União Europeia, Trump avisou a Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, que os norte-americanos esperam que o bloco conceda “o acesso completo e aberto ao mercado dos Estados Unidos, sem que nenhuma tarifa seja cobrada de nós”. A diferença de tratamento não foi minimizada pela chefe da Comissão Europeia, que afirmou que os europeus estão prontos para retaliar, caso Washington insista na sobretaxa de 30%. “Tomaremos todas as medidas necessárias para salvaguardar os interesses da UE, incluindo a adoção de contramedidas proporcionais, se necessário”, disse von der Leyen. Suas palavras foram reforçadas por Emmanuel Macron, presidente da França: “Cabe mais do que nunca à Comissão afirmar a determinação da União em defender os interesses europeus de forma resoluta”. Através de seus ministérios da Economia, a Alemanha e a Espanha também apoiam medidas proporcionais em resposta a Trump, se necessário.
Passado o susto inicial com os anúncios do tarifaço, os líderes internacionais demonstram impaciência com Trump, que não apenas desconhece os mecanismos das relações comerciais entre as nações, mas faz questão de empurrar critérios e agressões em desconexão com a realidade, chegando ao cúmulo de mentir em público para explicar o injustificável – como no caso bizarro dos 50% às importações do Brasil, quando se referiu ao desequilíbrio que haveria em favor de nosso país na balança comercial com os EUA.
Manifestações de contrariedade e descontentamento ao tarifaço marcado para ter início em 1º de agosto continuam a aparecer entre lideranças brasileiras. Uma das mais recentes foi do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, para quem Donald Trump deve rever a medida, chamada pelo governador de “errada e injusta”. Crítico aberto do governo Lula e do STF, Zema afirmou, comentando a justificativa de Trump, que “defender a liberdade não pode significar atacar quem trabalha e quem produz no Brasil”.




