Reportagem do jornal, que também revelou bilhete “sexualmente sugestivo”, leva Trump a processar o veículo e a bani-lo de viagem presidencial
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi informado em maio pelo seu próprio Departamento de Justiça que seu nome aparece várias vezes nos arquivos do bilionário Jeffrey Epstein, condenado por tráfico sexual de menores que morreu na prisão em 2019. A revelação foi feita pelo influente jornal conservador Wall Street Journal.
A Casa Branca reagiu furiosamente nesta quarta-feira (23), classificando a reportagem como “fake news”. A publicação aprofunda um racha entre Trump e o dono do jornal, o magnata da mídia Rupert Murdoch, um antigo aliado cuja empresa também controla a Fox News.
A retaliação de Trump foi imediata e dupla: ele moveu um processo de US$ 10 bilhões contra o jornal e seu dono, e baniu o veículo do grupo de imprensa que o acompanhará em sua viagem à Escócia.
Bilhete sugestivo e pressão da base
A fúria da Casa Branca também se deve a uma reportagem anterior do mesmo jornal, de segunda-feira (21), que detalhou um bilhete de aniversário “sexualmente sugestivo” enviado por Trump a Epstein. Segundo o WSJ, a carta continha o desenho de uma mulher nua com a assinatura do presidente no lugar dos pelos pubianos.
O caso Epstein tornou-se uma grande dor de cabeça para Trump. Após prometer em campanha que liberaria todos os arquivos do caso, seu governo voltou atrás, alegando proteger as vítimas, o que gerou revolta em sua base de eleitores.
A pressão sobre o tema divide até o Partido Republicano. Enquanto a liderança do partido no Congresso tenta evitar o assunto, um comitê aprovou uma intimação para que Ghislaine Maxwell, ex-namorada e cúmplice de Epstein, deponha em agosto.
O Wall Street Journal ressaltou que a simples menção do nome de Trump nos registros não é um sinal automático de irregularidade, já que os dois eram conhecidos da cena social de Nova York e da Flórida.
(Com agências internacionais).
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