Medida para construir 3,4 mil casas em novo assentamento na Cisjordânia, que estava engavetada desde 2009, foi condenada pela União Europeia
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O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, um dos principais nomes da ultradireita no governo de Binyamin Netanyahu, anunciou nesta quinta-feira (14) que deu aval para a construção de 3,4 mil casas no controverso assentamento E1, na Cisjordânia ocupada.
Em uma declaração explícita, Smotrich afirmou que o objetivo da medida é inviabilizar a criação de um Estado palestino.
“O assentamento E1 enterra a ideia de um Estado palestino”, disse o ministro, que se refere à Cisjordânia pelo nome bíblico de “Judeia e Samaria”.
O projeto, que estava paralisado desde 2009 devido à forte oposição internacional, é visto por críticos como uma ação que corta o acesso dos palestinos a Jerusalém Oriental e praticamente divide a Cisjordânia em duas partes (norte e sul), tornando um futuro estado palestino contíguo e viável impossível.
Reação internacional e contexto
A decisão foi imediatamente condenada pela União Europeia. “Rejeitamos qualquer mudança territorial que não faça parte de um acordo político”, disse uma porta-voz da Comissão Europeia. A ONU também pediu que Israel reverta a medida.
Todos os assentamentos israelenses na Cisjordânia são considerados ilegais pelo direito internacional. De acordo com o grupo israelense Peace Now, cerca de 700 mil colonos judeus vivem atualmente em aproximadamente 160 assentamentos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
Smotrich afirmou que a expansão é uma resposta ao recente movimento de países, como a França, de reconhecerem o Estado da Palestina, e garantiu que tem o total apoio do primeiro-ministro Netanyahu para a iniciativa. “Ele está me deixando tocar a revolução”, disse.
A decisão final sobre o projeto será tomada na próxima semana por um conselho de planejamento, mas a expectativa é de que o plano seja aprovado.
(Com informações do Estadão Conteúdo e agências internacionais)


