Professor da Rede Estadual de Pernambuco desenvolveu uma plataforma que permite correções automáticas com base nas cinco competências do exame
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A poucos meses do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), marcado para os dias 9 e 16 de novembro, uma iniciativa pernambucana vem ganhando destaque como aliada na preparação de estudantes da rede estadual.
O EstudAí, plataforma gratuita que utiliza inteligência artificial para corrigir redações, tem transformado a rotina escolar ao oferecer devolutivas rápidas, detalhadas e alinhadas aos critérios avaliativos do Enem.
Criada pelo professor Thyago Costa, da Escola Técnica Estadual (ETE) Miguel Batista, a ferramenta nasceu de um problema recorrente nas salas de aula: o alto volume de redações a serem corrigidas manualmente.
“A plataforma surgiu como apoio ao professor, mas logo vimos que também poderia empoderar o estudante, dando mais autonomia e oportunidades de prática”, explica o idealizador.
Com funcionamento simples e acessível, o EstudAí permite que o aluno digite, anexe ou até envie uma foto da redação manuscrita. Em segundos, o sistema — treinado exclusivamente com base na matriz de competências do Enem — devolve a correção com uma análise detalhada por competência. O feedback, que antes era acessível apenas em cursinhos pagos, agora está na palma da mão, direto no celular.
Mais de 600 redações foram corrigidas
Desde o lançamento, mais de 600 redações já foram corrigidas. O projeto conta com o apoio e participação das professoras Thaís Andrade e Raquel Gonçalves, da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Pompéia Campos, que foi pioneira na implementação da plataforma.
Elas, junto com outras educadoras da ETE Miguel Batista, participaram ativamente da fase de testes e validação pedagógica do sistema.
“O EstudAí otimiza nosso trabalho e já mostra reflexos no desempenho dos estudantes. Saber que estamos ajudando a formar jovens mais preparados e confiantes é gratificante. É uma solução pensada por professores da escola pública para os desafios da escola pública”, afirma Raquel.
A plataforma, disponível em estudai.tech, permite até 10 correções mensais por aluno, além da criação de salas virtuais onde os professores podem propor temas, acompanhar o progresso da turma e personalizar o ensino. Segundo a Secretaria de Educação do Estado (SEE-PE), essa integração pedagógica tem se mostrado um diferencial, sobretudo em um momento decisivo da vida escolar.
O estudante Williamis Macedo, do 3º ano da Erem Pompéia Campos, começou com uma nota de 480 pontos em sua primeira redação. Após utilizar a plataforma e seguir os feedbacks, superou a marca dos 900 pontos. “No começo, minha nota foi baixa, mas fui corrigindo os erros e evoluindo. Agora, me sinto mais preparado para o Enem”, conta.
Outra aluna, Maria Clara Alves, também relata ganhos na autoconfiança: “Ver minha evolução com a plataforma tem me deixado mais tranquila. Isso me dá segurança para focar em outras matérias e organizar melhor meu tempo de estudo.”
*Com informações da Superintendência de Comunicação da SEE-PE



