Divergências entre votos favoráveis à urgência da anistia e à PEC da Blindagem mostram inconsistências partidárias de partidos de centro
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A Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (17), o regime de urgência para a tramitação do projeto que concede anistia a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. 11 parlamentares pernambucanos votaram a favor e 12 foram contrários. Dois estavam ausentes.
Ao todo, a urgência foi aprovada com 311 votos favoráveis, 163 contrários e 7 abstenções. A decisão permite que a votação seja feita diretamente em plenário, sem passar por comissões.
O texto final da proposta ainda não está definido, mas nesta quinta-feira (18) o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), designou o deputado Paulinho da Força (Solidariedade) como relator.
Veja abaixo como votaram os deputados pernambucanos na urgência da anistia.
Votaram a favor da urgência da anistia
- André Ferreira (PL)
- Augusto Coutinho (Republicanos)
- Clarissa Tércio (PP)
- Coronel Meira (PL)
- Eduardo da Fonte (PP)
- Fernando Rodolfo (PL)
- Lula da Fonte (PP)
- Mendonça Filho (União)
- Ossesio Silva (Republican)
- Pastor Eurico (PL)
- Waldemar Oliveira (Avante)
Votaram contra a urgência da anistia
- Carlos Veras (PT)
- Clodoaldo Magalhãe (PV)
- Eriberto Medeiros (PSB)
- Felipe Carreras (PSB)
- Fernando Coelho (União)
- Fernando Monteiro (Republicanos)
- Lucas Ramos (PSB)
- Luciano Bivar (União)
- Maria Arraes (Solidaried)
- Pedro Campos (PSB)
- Renildo Calheiros (PCdoB)
- Túlio Gadêlha (Rede)
Guilherme Uchôa (PSB) e Iza Arruda (MDB) estavam ausentes e não votaram.
Inconsistências partidárias
Na última terça-feira (16), a Câmara também aprovou o projeto que amplia a proteção judicial de parlamentares, conhecida como PEC da Blindagem, que apesar de ser defendida pela direita bolsonarista, recebeu votos da centro-esquerda. Em Pernambuco, 19 deputados votaram a favor da proposta e 5 foram contrários.
A comparação entre as duas votações revelou um cenário de coerência em alguns partidos e de contradições em outros dentro da bancada de Pernambuco.
As inconsistências ficaram concentradas em partidos de centro. O PSB, de centro-esquerda, foi criticado ao apoiar em peso a blindagem parlamentar e se dividiu na anistia: quatro deputados votaram contra e um se ausentou.
Situação semelhante ocorreu no União Brasil, de centro-direita, em que dois nomes migraram do voto favorável à blindagem para o contrário à anistia, enquanto apenas Mendonça Filho manteve posição. No Republicanos, Fernando Monteiro destoou da sigla ao mudar de posição entre as duas pautas.
No PL e no PP, da base bolsonarista, a postura foi unânime: todos os parlamentares dessas legendas votaram a favor das duas propostas, assim como Waldemar Oliveira (Avante).
Na esquerda, PT, PV, PCdoB, Solidariedade e Rede também mantiveram coerência, rejeitando tanto a blindagem quanto a anistia.
Essas mudanças refletem não apenas divergências ideológicas, mas também cálculos políticos distintos, uma vez que o pragmatismo tem guiado decisões dos partidos em um cenário de alta polarização.




