Pesquisa do IPESP aponta melhora de Lula entre eleitores de centro e mantém Bolsonaro relevante no campo da direita; entrevista com Antônio Lavareda
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Lula é o nome que se mantém à frente na avaliação de “presidenciabilidade” para as eleições de 2026, de acordo com levantamento do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), apresentado no Passando a Limpo, da Rádio Jornal.
O estudo, conduzido pelo cientista político Antônio Lavareda, avaliou a percepção da população sobre a capacidade de diferentes pré-candidatos para exercer a presidência da República.
Quem seria um bom presidente?
Lavareda explica que a variável de presidenciabilidade reflete o apelo do candidato dentro de seu campo ideológico, mesclando percepção de competência, preparo, integridade e capacidade de articulação. Ou seja, se a impressão é de que ele seria ou não um bom presidente.
O levantamento do IPESPE mostra melhora significativa de Lula desde maio. A porcentagem de quem acha que ele não seria um bom presidente diminuiu de 57 para 50. Já os que consideram que seria, subiu de 39% para 47%.
Entre os outros pré-candidatos, Tarcísio de Freitas apresentou queda no quesito “seria um bom presidente”, 36% para 33%. Jair Bolsonaro mantém pontuação relevante no campo da direita, mesmo com rejeição expressiva: 62% discordam que sua presidência seria boa, enquanto 35% afirmam que seria.
Melhora no eleitorado de centro
A pesquisa analisou também a presidenciabilidade por posição ideológica. Para Lavareda, o eleitorado de centro e aqueles que não sabem se posicionar podem ser decisivos: “Esses 18% do centro, acrescidos de uma parte do ‘não sabe’ e ‘não respondeu’, que formam 21%, será decisivo na eleição do ano que vem”.
Entre os que se autodeclaram de centro, 50% acham que Lula seria um bom presidente, enquanto 47% dizem que não. Entre os que não sabem a qual eixo político pertencem, 54% afirmam que sim e 40% não.
Transferência de votos da direita
O governador do Paraná, Ratinho Júnior, aparece em terceiro lugar entre os candidatos de direita, logo após Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. Lavareda destacou que ele “tem melhorado sistematicamente nas três medições, desde março. É preciso ficar bastante atento ao potencial do pré-candidato”.
Sobre a inclusão de Jair Bolsonaro nas pesquisas mesmo sendo inelegível, Lavareda explicou que o ex-presidente funciona como marcador de força no campo da direita. “Ele é mencionado porque ele é o maior líder da direita”, e, assim sendo, os votos que ele receberia importam num cenário de transferência.
“Quando Fernando Haddad ainda estava em terceira, quarta posição, nós já sabíamos, através dessa estratégia de pesquisa, que Fernando Haddad chegaria em segunda posição, como efetivamente veio a chegar”, relembra o cientista.
Pesquisas bimestrais
O IPESPE realiza, em 2025, pesquisas a cada dois meses, abrangendo avaliação de poderes e temas conjunturais. Antônio Lavareda explicou que os resultados permitem acompanhar tendências e competitividade dos candidatos dentro de cada campo ideológico: “inclui perguntas sobre avaliação de poderes, temas conjunturais, uma série de fatores e uma série de questões”.
Ouça o programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal
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