Acordo prevê ainda libertação de 13 israelenses e mais de 1,9 mil prisioneiros palestinos, sob supervisão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou na madrugada desta segunda-feira (13), pelo horário de Brasília, em Israel para marcar o início do cessar-fogo com o Hamas na Faixa de Gaza.
O avião Air Force One pousou no Aeroporto Internacional Ben-Gurion às 9h42 (3h42 em Brasília), após sobrevoar a Praça dos Reféns, em Tel-Aviv, onde dezenas de milhares de pessoas acompanharam as transmissões sobre a libertação dos primeiros sete reféns que passaram mais de dois anos no território palestino.
Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos libertados. Eles foram escoltados por soldados e agentes de inteligência no retorno ao país, de acordo com as Forças de Defesa de Israel (IDF). O grupo será reunido com familiares e passará por exames médicos.
O acordo prevê ainda a libertação de outros 13 israelenses e mais de 1,9 mil prisioneiros palestinos, sob supervisão do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV).
Em nota, os militares israelenses afirmaram que “saúdam e abraçam os reféns em seu caminho de volta para casa”. O IDF pediu à população que aja com responsabilidade e sensibilidade, respeitando a privacidade dos libertados.
O Exército israelense acrescentou que está preparado para receber novos grupos de reféns.
A notícia provocou comemorações entre familiares e amigos dos sequestrados, que acompanham as transmissões da imprensa israelense em praças de Tel-Aviv e de outras cidades.
Mais cedo, o CICV havia confirmado que tinha dado início a uma “operação multifásica” para supervisionar a libertação de reféns israelenses e prisioneiros palestinos como parte do cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
Em comunicado, o comitê informou que receberá os reféns mantidos na Faixa de Gaza para transferi-los às autoridades israelenses, enquanto acompanhará a libertação dos prisioneiros palestinos que serão enviados à Cisjordânia e à Faixa de Gaza.
A organização acrescentou que facilitará o transporte dos corpos de reféns mortos.
Fonte: Associated Press


