Nariz eletrônico é capaz de identificar a substância através do cheiro das amostras; teste leva até um minuto para funcionar e tem 98% de segurança
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Pesquisadores do Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn-UFPE) desenvolveram um nariz eletrônico capaz de identificar a presença de metanol em bebidas alcoólicas, ferramenta útil em meio a onda de casos de intoxicação por adulteração de bebidas com a substância.
Leitura de aromas
Com uma gota de bebida, o equipamento é capaz de identificar odores diferentes da bebida original. “O nariz eletrônico transforma aromas em dados”, explica Leandro Almeida, professor do CIn. “Esses dados alimentam a inteligência artificial que aprende a reconhecer a assinatura do cheiro de cada amostra”, continua.
Primeiramente, é apresentada à máquina amostras sabidamente verdadeiras de bebidas, para que ela aprenda a reconhecê-las. Posteriormente, são mostradas as versões adulteradas, de modo que a diferença seja detectada.
O equipamento faz a leitura dos aromas em até um minuto. Qualquer tipo de adulteração é percebido por ele, como por exemplo bebidas que foram diluídas em água, e não somente a presença do metanol. De acordo com os pesquisadores, a margem de segurança é de 98%.
Usos diversos
Quando foi desenvolvida, a tecnologia era inicialmente para o setor de petróleo e gás, como explica Leandro: “Na verdade, essa pesquisa começou há 10 anos para avaliar o odorizante do gás natural”. O odorizante é o cheiro adicionado ao gás de cozinha para detectar vazamentos.
Adulterações em alimentos também podem ser identificadas pelo nariz eletrônico, mas ele também é capaz de verificar a presença de micro-organismos em hospitais apenas pelo cheiro.
“Você pode falar de, por exemplo, a qualidade de um café, a qualidade de um pescado, de uma carne vermelha, carne branca, peixe, pescados”, explica Leandro. Ele lembra que a indústria de alimentos tem usado a tecnologia para validar a qualidade do óleo de soja para produção de margarina.
Expansão
O grupo de pesquisa também pensa em formas de viabilizar o uso do nariz eletrônico no setor de bares, restaurantes e adegas. Entre as possiblidades, está disponibilizar equipamentos para os empreendedores que revendem bebidas por meio de tótens acessíveis aos clientes.
Uma outra ideia é produzir equipamentos portáteis, de modo que as próprias fabricantes de bebida verifiquem se o produto que é oferecido nos estabelecimentos é verdadeiro e confiável.
Leandro cogita, ainda, um produto desenvolvido para ser usado pelos consumidores: “Nós já temos o desenho de uma canetinha para o cliente final. Para que ele mesmo consultar a sua bebida ou alimento”.
Até o momento, o nariz eletrônico para bebidas alcoólicas foi testado somente em laboratório. Para ser comercializado, é necessário ainda o teste em ambiente real. O principal impasse para tornar a tecnologia acessível é financeiro: estima-se que seria necessário um investimento de aproximadamente R$10 milhões.
REC’n’Play
O nariz eletrônico foi apresentado durante o Rec’n’Play 2025, festival de inovação e tecnologia que ocorreu entre os dias 15 e 18 de outubro, no Recife.
*A repórter Eliane Gonçalves, da Rádio Agência, viajou a convite do Porto Digital
Saiba como acessar nossos canais do WhatsApp
#im #ll #ss #jornaldocommercio” />




