O herdeiro do trono do Reino Unido afirmou que o Brasil se consolidou como um líder em energia renovável e agricultura sustentável
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O príncipe William, herdeiro do trono do Reino Unido, elogiou nesta quinta-feira (6) a criação do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês). Ao participar da abertura da Cúpula de Líderes da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, ele disse que a proposta do Brasil, apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é “um passo visionário”.
“Ao redor do mundo, países estão apresentando estratégias, planos de adaptação nacional e investindo em soluções baseadas na natureza. O financiamento climático está crescendo. Ações estão sendo tomadas em relação às emissões. A energia renovável está avançando em taxas recordes e fortalecendo economias em todo o mundo. As estratégias de adaptação também crescem. E a proposta do Brasil para o TFFF é um passo visionário para a estabilidade climática”, disse o príncipe.
O príncipe de Gales destacou ainda que a COP30 e a Amazônia são palcos de um momento privilegiado na história, que demanda coragem, cooperação e compromisso global.
Ele citou que há avanços na defesa do meio ambiente e que o Brasil se consolidou como um líder em energia renovável e agricultura sustentável desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, conhecida como Eco 92.
Também durante a Cúpula de Líderes, o vice-primeiro-ministro da China, Ding Xuexiang, elogiou o Brasil pelo trabalho feito para sediar a COP30 e desejou que o evento seja um sucesso nas metas que se propõe a alcançar.
Xuexiang afirmou que a China alcançou conquistas notáveis ao anunciar as novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) e destacou os esforços para ampliar investimentos em energia solar e eólica.
“A China é um país que honra os seus compromissos e está implementando a transição verde em todas as áreas de desenvolvimento social e econômico. Estamos de forma ativa e prudente cortando emissões para fazer grandes contribuições no enfrentamento das mudanças climáticas”, disse Xuexiang.
O representante chinês defendeu o multilateralismo e a solidariedade entre governos. E apresentou três proposições que o país considera fundamentais nesse momento: a transição para uma economia verde, de baixo carbono; a necessidade de tradução efetiva dos compromissos climáticos em ações; e cooperação e transparência de todos os países.



