Diferente do sistema anterior, o novo modelo prevê que os valores pagos pelos procedimentos sejam recalculados anualmente pela produção hospitalar
JC
Publicado em 29/12/2025 às 18:48
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O Ministério da Saúde oficializou, na última sexta-feira (26), um aporte histórico de R$ 1 bilhão destinado a 3.498 hospitais filantrópicos e Santas Casas em todo o Brasil. A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial da União (Portaria GM/MS nº 9.760), consolida o programa Agora Tem Especialistas e marca a transição definitiva para um novo modelo de financiamento que substitui a defasada Tabela SUS por reajustes anuais baseados na produção real das instituições.
Diferente do sistema anterior, o novo modelo prevê que os valores pagos pelos procedimentos sejam recalculados anualmente com base na produção hospitalar do ano anterior. Para 2025, o índice de reajuste aplicado será de 4,4%, superando os 3,5% registrados em 2024.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a mudança foca na eficiência. “O novo modelo garante valores que variam de duas a três vezes a antiga Tabela SUS para combos de consultas, exames e cirurgias, estimulando a redução do tempo de espera e o atendimento completo.”
Impacto em Pernambuco
No estado de Pernambuco, o investimento será de R$ 29,8 milhões, beneficiando 81 instituições. Entre as unidades contempladas estão centros de referência na capital, Recife, como:
Hospital do Câncer;
Real Hospital Português de Beneficência;
Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP).
Os recursos serão repassados em parcela única diretamente aos fundos estaduais e municipais de saúde, com execução prevista para iniciar já em janeiro. Do montante total, R$ 800 milhões custearão procedimentos e R$ 200 milhões serão destinados ao Teto de Média e Alta Complexidade.
A portaria também reforça a responsabilidade compartilhada entre União, estados e municípios. Embora a gestão local seja fundamental, o Ministério ressalta que a ampliação do aporte federal é o que viabiliza a manutenção da rede assistencial e o cumprimento das obrigações constitucionais dos entes subnacionais.
O investimento chega para impulsionar os resultados dos Supermutirões do programa. Em 2024, a estratégia mobilizou cerca de 200 unidades de saúde, realizando mais de 127 mil procedimentos em áreas críticas como oncologia e cardiologia. De acordo com a pasta, desde o início da iniciativa, em julho, a oferta de exames e cirurgias especializadas no SUS cresceu 375%.



