Em 2025, a editora conquistou dois prêmios Jabuti e lançou 35 novos títulos em seu catálogo, além de reimprimir 20 outros livros
Emannuel Bento
Publicado em 30/12/2025 às 17:05
| Atualizado em 30/12/2025 às 17:08
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A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe Editora) divulgou o balanço de suas atividades em 2025, ano marcado por reconhecimento em premiações nacionais e internacionais. Ao todo, a editora conquistou dois prêmios Jabuti e acumulou oito indicações como finalista e semifinalista em diferentes categorias.
Ao longo do ano, foram incorporados 35 novos títulos ao catálogo, com tiragem superior a 25 mil exemplares, além da reimpressão de outros 20 livros. A projeção, segundo a empresa, é de publicar 50 obras em 2026.
“Nossos investimentos na cultura pernambucana, na produção de conteúdo, na formação de novos leitores e em tecnologia são constantes”, afirma o presidente da Cepe, João Baltar Freire. “Somos uma das mais importantes editoras públicas do país, com reconhecimento regional e nacional pela sua qualidade gráfica e editorial”, completa.
Inteligência Artificial no Diário Oficial
Recentemente, a Cepe desenvolveu uma ferramenta interna baseada em Inteligência Artificial para pesquisas no banco de dados do Diário Oficial do Estado (DOE).
Diferente do modelo tradicional, que exige busca por data ou palavra-chave, o novo sistema cruza informações de múltiplos documentos para entregar respostas mais completas.
Segundo a empresa, as primeiras unidades a adotar o recurso foram as secretarias estaduais de Educação e de Administração. Inicialmente, a pesquisa assistida por IA contempla edições do DOE dos últimos cinco anos, com a meta de ampliar o alcance até publicações datadas de 1936.
Jabutis e reconhecimentos
Em 2025, a Cepe venceu o Prêmio Jabuti na categoria Escritor Estreante – Poesia, com “Maracujá Interrompida”, de Luis Osete. Já o Jabuti Acadêmico, na categoria Comunicação, foi concedido a “Repórter Eros: a história do jornalismo erótico brasileiro”, de Valmir Costa.
Outro destaque foi a “Fotobiografia Naná: do Recife para o mundo”, de Augusto Lins Soares, finalista na categoria Artes.
Destaques editoriais
O jornalista e editor da Cepe, Diogo Guedes, aponta “Estou quase pronto: uma biografia de Miró da Muribeca”, de Wellington de Melo, como um dos principais lançamentos do ano, definindo a obra como uma “merecida homenagem ao grande poeta pernambucano, um dos principais do país”.
Ele também cita outros títulos que se destacaram no catálogo recente:
- “Antes que as palavras te esqueçam”, de Leonardo Tonus;
- “Como matar seu marido”, com poemas de Laura Cohen Rabelo;
- “Recortes gráficos: Petronio Cunha”, com coordenação editorial de Júlio Cavani;
- “Wandenkolk”, de Betânia Brendle e Fernando Diniz Moreira;
- “Doze anos de residência no Brasil”, de Wander Melo Miranda;
- “Coleção de sons de Cecília”, de Renata Penzani.
“Houve um investimento especial no nosso catálogo infantil, com sete novos títulos e duas reedições, uma aposta de qualidade e no papel formativo dos livros na literatura para crianças”, destaca Diogo Guedes.
Revistas e expansão digital
No campo dos periódicos, o superintendente de Periódicos e Projetos Especiais da Cepe, Mário Hélio, afirma que a prioridade para 2026 será a ampliação da presença digital das revistas “Continente” e “Pernambuco”.
“O grande destaque do ano foi o lançamento do app da revista Continente, com uma edição inteiramente nova a cada semana”, ressalta.
Preservação da memória

O ano de 2025 também marcou os dez anos de funcionamento do Centro de Gestão e Guarda de Documentos (CGGD) da Cepe, que reúne cerca de um milhão de caixas de conjuntos documentais inventariados.
O acervo ocupa uma área de 12 mil metros quadrados no Cone Multimodal, condomínio de negócios e logística localizado no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Atualmente, o CGGD atende 45 clientes, entre secretarias e órgãos governamentais, além de instituições privadas.
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