Além da presidente interina da Venezuela, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, também rejeitou qualquer ideia de que os EUA governariam o país
Notícia
É o fato ou acontecimento de interesse jornalístico. Pode ser uma informação nova ou recente. Também
diz respeito a uma novidade de uma situação já conhecida.
Artigo
Texto predominantemente opinativo. Expressa a visão do autor, mas não necessariamente a opinião do
jornal. Pode ser escrito por jornalistas ou especialistas de áreas diversas.
Investigativa
Reportagem que traz à tona fatos ou episódios desconhecidos, com forte teor de denúncia. Exige
técnicas e recursos específicos.
Content Commerce
Conteúdo editorial que oferece ao leitor ambiente de compras.
Análise
É a interpretação da notícia, levando em consideração informações que vão além dos fatos narrados.
Faz uso de dados, traz desdobramentos e projeções de cenário, assim como contextos passados.
Editorial
Texto analítico que traduz a posição oficial do veículo em relação aos fatos abordados.
Patrocinada
É a matéria institucional, que aborda assunto de interesse da empresa que patrocina a reportagem.
Checagem de fatos
Conteúdo que faz a verificação da veracidade e da autencidade de uma informação ou fato divulgado.
Contexto
É a matéria que traz subsídios, dados históricos e informações relevantes para ajudar a entender um
fato ou notícia.
Especial
Reportagem de fôlego, que aborda, de forma aprofundada, vários aspectos e desdobramentos de um
determinado assunto. Traz dados, estatísticas, contexto histórico, além de histórias de personagens
que são afetados ou têm relação direta com o tema abordado.
Entrevista
Abordagem sobre determinado assunto, em que o tema é apresentado em formato de perguntas e
respostas. Outra forma de publicar a entrevista é por meio de tópicos, com a resposta do
entrevistado reproduzida entre aspas.
Crítica
Texto com análise detalhada e de caráter opinativo a respeito de produtos, serviços e produções
artísticas, nas mais diversas áreas, como literatura, música, cinema e artes visuais.
Clique aqui e escute a matéria
Em entrevista à The Atlantic neste domingo (4), o presidente americano Donald Trump ameaçou a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, se ela não seguir suas ordens. “Se ela não fizer o que é certo vai pagar um preço muito alto”, disse ele. “Provavelmente maior do que Maduro.”
Já o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o país não vai reagir à condenação feita pela presidente interina ao ataque americano que prendeu Nicolás Maduro e sua esposa no sábado, 3.
Durante coletiva de imprensa após a investida, Trump afirmou que Rodríguez – que era vice de Maduro e assumiu a presidência interinamente – estava “essencialmente disposta a fazer o que considerarmos necessário”. Mas em seu próprio pronunciamento, a venezuelana condenou o ataque e exigiu a libertação de Maduro.
Rubio desconsiderou os comentários de Rodríguez em entrevista à ABC News neste domingo, 4. “Retórica é uma coisa. Vemos retóricas por várias diferentes razões, especialmente horas depois de a pessoa que antes estava no comando do país ser algemada”, afirmou.
“Não vamos julgar o futuro com base apenas no que é dito em coletivas de imprensa”, disse ele. “Queremos ver ações concretas.”
O secretário acrescentou: “O que vamos reagir é muito simples: o que você faz? Não o que você diz publicamente”, continuou. “As drogas param de chegar? As mudanças são feitas? O Irã é expulso?”.
Caso essas questões não sejam abordadas pela presidente interina Rubio afirmou que os EUA “retém as opções que tinham antes do ataque”, com uma quarentena marítima na Venezuela e sanções. “Não consigo enfatizar o suficiente o quão prejudicial isso seria para o futuro deles”, disse.
Militares venezuelanos mantém posição de enfrentamento
A presidente interina da Venezuela não é a única figura pública do país a demonstrar oposição à ação americana de forma pública. Neste domingo, 4, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, rejeitou qualquer ideia de que os Estados Unidos governariam o país, como Donald Trump havia afirmado um dia antes.
“Nossa soberania foi violada e infringida”, disse Padrino López, ladeado por soldados uniformizados. Ele exigiu a libertação imediata de Maduro e chamou a operação dos EUA de um “ato de profunda malícia”.
O número de mortos na ação, que inclui militares e civis, chegou a 80 neste domingo, de acordo com um alto funcionário venezuelano. Nenhum militar americano foi morto, de acordo com um funcionário dos EUA.




