Estimativas baseadas em dados do Tribunal de Contas da União (TCU) indicam que o patrimônio imobiliário público no Brasil ultrapassa os R$ 4 trilhões
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O Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI) e a Empresa Gestora de Ativos (EMGEA) oficializaram, na última semana, um Acordo de Cooperação Técnica que promete transformar a gestão do patrimônio imobiliário da União. A iniciativa visa dinamizar a comercialização de ativos públicos e utilizar a expertise dos corretores para avaliações patrimoniais e desenvolvimento de novos produtos imobiliários.Com a assinatura do documento, as entidades estabeleceram um cronograma de 90 dias para a apresentação de um Plano de Trabalho. Este documento detalhará a operacionalização da parceria, definindo fluxos de trabalho, responsabilidades institucionais e os procedimentos para a execução das vendas.
Potencial do mercado
A cooperação foca em um mercado de cifras bilionárias. Estimativas baseadas em dados do Tribunal de Contas da União (TCU) indicam que o patrimônio imobiliário público no Brasil ultrapassa os R$ 4 trilhões.
Ente federativo e patrimônio estimado
União R$ 1,7 trilhão
Municípios R$ 2,0 trilhões
Estados R$ 800 bilhões
Além da venda direta, o acordo prevê estudos de viabilidade para a gestão de créditos estressados e outros ativos financeiros sob o guarda-chuva da EMGEA. O objetivo central é garantir maior agilidade na destinação desses bens, evitando a deterioração e gerando receita para os cofres públicos.
Para a EMGEA, o principal trunfo da parceria é a capilaridade. Ao integrar os corretores de imóveis no processo, a empresa estatal passa a contar com profissionais presentes em todos os municípios brasileiros, facilitando a venda de ativos em regiões remotas.”Esse acordo nos dá uma capilaridade que poucas instituições possuem, contando com profissionais que conhecem profundamente o mercado local”, destacou Fernando Pimentel, presidente da EMGEA.
Do lado da categoria, o presidente do COFECI, João Teodoro da Silva, celebrou a inserção dos profissionais em um nicho até então pouco explorado pela iniciativa privada. “Estamos ajudando a EMGEA no desafio da destinação desses imóveis e, simultaneamente, abrindo um novo mercado de atuação para o corretor”, afirmou.A medida é vista pelo setor como um marco regulatório e profissional, consolidando a importância do corretor de imóveis como peça fundamental na gestão de ativos estratégicos do Estado brasileiro.


