Cirurgia de baixo risco em hospital particular deixa mulher em estado vegetativo em Recife

Cirurgia de baixo risco em hospital particular deixa mulher em estado vegetativo em Recife


Uma cirurgia de baixo risco, realizada em um hospital particular do Recife (PE), deixou a consultora de imagem Camila Miranda Wanderley Nogueira de Menezes, de 38 anos, em estado vegetativo. A família atribui o quadro, considerado irreversível, à suposta negligência médica durante o procedimento, que resultou em parada cardiorrespiratória.

À CNN Brasil, nesta segunda-feira (2), o advogado da vítima afirmou que os familiares ingressaram com representações no Cremepe (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco) e denunciam a falta de transparência nas investigações.

Segundo o advogado Paulo Maia, que representa a família, Camila estava em boas condições de saúde antes de ser internada para uma cirurgia considerada simples, destinada à retirada de hérnia inguinal e de pedra na vesícula. “Era uma cirurgia feita por laparoscopia, um procedimento extremamente simples, com baixa probabilidade de efeitos adversos e duração média de cerca de 40 minutos”, afirmou.

De acordo com o advogado, o procedimento sofreu atraso porque uma cirurgia anterior, realizada pela mesma equipe, se estendeu além do previsto. Com isso, a anestesista inicialmente designada não pôde permanecer e foi substituída de última hora por outra profissional. “A equipe avaliou que não seria interessante reagendar e decidiu prosseguir com a cirurgia”, disse.

Ainda de acordo com a defesa, a cirurgia começou por volta das 11h05 do dia 27 de agosto de 2025, no Hospital Esperança, da Rede D’Or, quando Camila já apresentava queda nos níveis de oxigenação.





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