Chuvas intensas voltam a causar alagamentos, prejuízos e medo em áreas de risco, reacendendo críticas à falta de soluções estruturais na capital pernambucana
As fortes chuvas que atingem o Recife neste segundo dia de Carnaval voltaram a revelar um velho problema da cidade: ruas alagadas, trânsito travado, prejuízo para comerciantes e medo crescente nas áreas de risco. Bastaram poucas horas de chuva para que avenidas importantes se transformassem em rios, repetindo um cenário já conhecido da população.
O episódio reforça críticas à gestão do prefeito João Campos (PSB), que, apesar do discurso de modernização e da forte presença nas redes sociais, enfrenta questionamentos sobre a efetividade dos investimentos em drenagem e prevenção. A sensação nas ruas é de que o Recife continua sem estrutura para enfrentar um problema previsível e recorrente.
Com o comércio afetado justamente no período mais lucrativo do ano, a cidade que se prepara para receber foliões passa a projetar uma imagem de vulnerabilidade e improviso. Enquanto o poder público ressalta obras e ações preventivas, moradores convivem com a repetição do caos sempre que a chuva aumenta.
Nas comunidades de encosta, o medo é ainda maior. Cada alerta meteorológico reacende o temor de deslizamentos e tragédias, reforçando a cobrança por soluções estruturais — e não apenas medidas emergenciais.
Em meio a folia de momo, o Recife vive o contraste entre festa e insegurança. A chuva, mais uma vez, não cria o problema — apenas expõe aquilo que a cidade ainda não conseguiu resolver.



