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O IVV está comemorando 30 anos como precursor do levantamento de dados estruturados de informações do mercado imobiliário. Agora tem a oferta de informações de 151 empresas do setor alimentando seu banco de dados com milhares de informações por município, o que permite ao empresário ter mais segurança na definição de empreendimentos, com um nível de georreferenciamento que poucas atividades têm hoje no mercado.
Mas nem sempre foi assim. Em 1995, pouco mais de 20 das 70 empresas do mercado de construção residencial da RMR aceitaram entregar seus dados regularmente.
Empenhar prestígio
Foi necessário o prestígio de empresários como Jorge Corte Real — que liderava o setor e estava na FIEPE — e Antônio Carrilho, que presidia o Sinduscon-PE, ao lado do presidente da ADEMI-PE, José Antônio Lucas Simon, empenharem seu prestígio para apoiar a fórmula escrita pela economista Mônica Mercês, garantindo que a pesquisa só trabalharia com os números agregados por características dos imóveis.
De fato. Num mundo analógico e onde até corretores de imóveis tinham exclusividade com as construtoras para suas vendas, como apostar em tal ousadia. Mandar por escrito quanto se vendeu no mês e ainda mais revelar o preço do metro quadrado de tabela. A persistência e resiliência dos dirigentes se provaram corretas.
O presidente da Fiepe, Bruno Veloso ao lado de dirigentes da consultoria que faz a plataforma do IVV. – Divulgação
Nova plataforma
O tempo passou e hoje a plataforma da BCP Consultoria – que está rodando a partir de agora – permite literalmente milhares de relatórios por município, permitindo criar perfil de tendências com dados históricos suficientes para, inclusive, observar, em espaço de 10 anos, por exemplo, para onde a cidade entendeu construir.
Mas talvez a grande contribuição do IVV tenha sido o fato de simplesmente se propor a contar o que foi oferecido, a que preço, se foi vendido e o que ficou no estoque na RMR de forma sistematizada. E repassar o quadro geral para que o setor entendesse para onde estava indo. Até porque em 1995 o Brasil estava vivendo os primeiros momentos do Plano Real.
Apresentação na nova plataforma do IVV na Fiepe – DIVULGAÇÃO
Virou modelo
Deu certo. Tanto que vários estados do Nordeste copiaram a metodologia cuja fórmula matemática continua sendo usada. E de certa forma até ajudou a própria Imprensa a aprender a analisar os dados econômicos que estavam nas tabelas divulgadas pelo Ademi-PE.
O IVV também ajudou o poder público a entender as tendências no Recife e especialmente na Região Metropolitana quando o setor se bandeou para Paulista e Jaboatão dos Guararapes. E acompanhou a onda dos imóveis de segunda residência no Litoral Sul.
Identificou carências
O que não significa dizer que prefeitos e gestores cuidaram de alocar mais infraestrutura. Embora tenha servido para, ao menos, identificar novas zonas de ocupação no Recife, uma cidade que sofre da carência de áreas que até recentemente a excluía dos projetos do MCMV.
A nova plataforma que está disponível permite uma visão muito mais dinâmica e estruturada do mercado imobiliário residencial, permitindo avaliar inclusive pelo sucesso de vendas, o que o cliente entende como moradia e o que exige de serviços no edifício onde vai financiar seu imóvel.
Séries históricas
A compilação de séries históricas a partir de 2001, por exemplo, pode ajudar as empresas a ir além da microlocalização, somando-se à série de estudos que elas estão fazendo, em que a oferta de transporte público regular em corredores de ônibus passou a ser definidora de novos empreendimentos.
O setor da construção conforme dados do Caged gerou em Pernambuco gerou 115 mil empregos 10,8 gerados no mês de julho sendo a 2ª capital a gerar mais postos de trabalho, fortemente impactado por programas do MCMV do governo do estado e da PCR e gerou vendas em 12 meses de 8,2 bilhões. Portanto, não tem muito do que reclamar e, aliás, já sofre com a escassez de mão de obra qualificada.
Fiepe comemora 30 anos do lançamento do IVV – Divulgação
Interconectividade
Na apresentação da nova plataforma, os diretores da BCB Consultoria destacaram a condição de interconectividade dos dados da RMR com os bancos de dados que ela possui no Nordeste e em algumas cidades da Região Sudeste. Isso abre a possibilidade de comparações mais estruturadas de dados regionais que são de interesse não apenas das empresas do setor, mas do próprio governo do Estado nas suas ações de planejamento habitacional.
O IVV nasceu como um índice estatístico. Virou plataforma de dados e agora com o uso da Inteligência Artificial se transformou em ferramenta de estratégia de mercado para o futuro.
A cachaça no Brasil virou um produto para exportação – DIVULGAÇÃO
Cachaça do Brasil
O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) e a ApexBrasil assinaram dois novos instrumentos de cooperação voltados à atuação internacional da cachaça. O primeiro para a quarta edição do projeto setorial desenvolvido pelo IBRAC com foco na promoção da cachaça no mercado externo.
O segundo amplia a cooperação entre o IBRAC e o Conselho Regulador de Tequila (CRT), incluindo a Associação Nacional dos Produtores e Integrantes da Cadeia Produtiva e de Valor da Cachaça de Alambique (ANPAQ), que fortalece a atuação conjunta em torno da proteção, autenticidade, qualidade, legalidade, sustentabilidade e valorização dos dois destilados.
Luxo chinês
Uma pesquisa da Oliver Wyman, divulgada pela Reuters, mostra que 37% dos consumidores chineses de alta renda pretendem aumentar seus gastos com beleza de prestígio, enquanto apenas 4% afirmam o mesmo em relação a bolsas de luxo.
Durante muitos anos, boa parte da estratégia das grandes maisons na China foi construída sobre produtos capazes de simbolizar status. Mas hoje, parte do consumidor parece buscar outra combinação: acesso à marca, inovação, uso recorrente e percepção clara de valor. Os chineses de alta renda somam 400 milhões de pessoas.
Foram identificados 1.638.645 CNPJs endividados distintos em 2025 – Divulgação
Cobrar dívidas
A infelicidade de uns é a oportunidade de outros. O aumento das recuperações judiciais em 2026 e o avanço da inadimplência empresarial são vistos como as condições para uma nova expansão do mercado brasileiro de créditos não pagos (NPL, na sigla em inglês).
Em 2025, o Brasil teve 2.466 CNPJs em recuperação judicial, o maior patamar da série histórica, segundo a Serasa Experian. Estudo da Deloitte sobre o ciclo 2025/2026 projeta que o volume de créditos não pagos cedidos ao mercado de cobrança crescerá 73% neste ano, passando de R$ 30,2 bilhões em 2025 para R$ 52,3 bilhões em 2026.
Isso reflete diretamente no crescimento das empresas em recuperação judicial que tendem a vender carteiras de créditos ruins, ampliando o mercado de empresas de cobrança. E como aquilo que está ruim pode piorar. Entre 2026 e 2027, a expectativa é de maior oferta de carteiras corporativas ligadas a setores como o varejo, o agronegócio, a construção civil, a saúde, a educação e as pequenas empresas.
Dia dos Pais
O Dia dos Pais deverá movimentar aproximadamente R$ 226,5 milhões no comércio pernambucano em 2026. A estimativa foi elaborada pelo Hub do Comércio da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco (Fecomércio-PE) e considera exclusivamente o impacto econômico da data comemorativa sobre o varejo estadual.
A projeção representa uma retração real de 3,6% em comparação com o desempenho registrado em 2025, refletindo um cenário de consumo mais cauteloso por parte das famílias.
Dia dos Pais
Em nível nacional, o Dia dos Pais deve movimentar R$ 29,7 bilhões no comércio e serviços, uma oportunidade relevante de vendas para o varejo em um trimestre historicamente mais fraco. É o que aponta levantamento do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).
Mas para o lojista, o dado mais estratégico não é o tamanho do mercado: é a saúde financeira de quem vai comprar. A pesquisa mostra 63% dos consumidores com intenção de compra, cerca de 104 milhões de pessoas nas capitais.
Apresentação dos projetos do Senai Futuro. – Divulgação
SENAI Futuro
Nesta quinta-feira (6), o SENAI Pernambuco lança o SENAI Futuro, nova unidade de negócios criada para preparar profissionais e empresas para as transformações tecnológicas da indústria. Haverá uma conversa com o palestrante Claus Brabrand, da IT University of Copenhagen, que vai falar sobre “Os desafios e as oportunidades da IA para o futuro.”
O evento no Aratu Lab, no 4º andar do Bloco B da Avenida Norte, 539, Santo Amaro, terá um momento com demonstrações de quatro projetos aderentes aos temas abordados nas capacitações: Smart Industrial DataOps Agent, Sistema de Briefing Executivo Industrial com Agente de IA, Digital Twins da planta de baterias de lítio e o Projeto de Drone.



