Brasileiro sempre esteve devendo no banco. Novidade é sensação de que não vai poder pagar a prestação com alguma folga no orçamento

Brasileiro sempre esteve devendo no banco. Novidade é sensação de que não vai poder pagar a prestação com alguma folga no orçamento

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Em janeiro de 2023, quando Lula tomou posse, a taxa de inadimplência no Brasil era de 1,4% e no setor de crédito rural era de apenas 0,9%. Em agosto passado, a mesma taxa de inadimplência subiu para 3,6% e a do setor rural cresceu para 9,7%.

Poucas pessoas lembram, mas em janeiro de 2023, quando Lula tomou posse, o Banco Central revelou que o endividamento total das famílias era de 49,1%; o endividamento sem o financiamento imobiliário estava em 31,2%, e o comprometimento da renda com pagamentos nos bancos era de 25,6%. Naquele momento (talvez pelo impacto do 8 de janeiro), ninguém falava de crise nas finanças das famílias.

Banco e prestação

Em julho último, no mesmo relatório do Banco Central, o endividamento total das famílias chegou a 49,9%, o endividamento menos a prestação da casa própria estava em 30,8% e o comprometimento da renda estava em 26,4%.

Não são números muito diferentes: (49,1% para 49,9%; 31,2% para 30,8%; e 25,6% para 25,6%). Então, por que a questão do endividamento se tornou um problema tão crucial a ponto do governo, a cada mês, tentar alguma medida para reduzir esse endividamento?

Pessoa fisica

Talvez uma explicação possa estar no saldo que as instituições emprestaram às pessoas físicas. Saiu de R$ 2,274 bilhões em janeiro de 2023 para R$ 3,084 trilhões em agosto passado. Mas ainda assim um crescimento de 35,66% em três anos e meio não significa um crescimento fora do normal.

Então por que as pessoas estão tão angustiadas?



Famílias endividadas têm maiores dificuldades de pagamento de suas contas – Divulgação

Inadimplência maior

Talvez a inadimplência possa ajudar a entender o baixo astral do brasileiro em relação às suas finanças. Em janeiro de 2023, a inadimplência total era de 6,2%; em 2026, no mês de agosto, a última subiu para 8,0%.

O crédito consignado dos trabalhadores privados (com o advento do Crédito do Trabalhador de Lula) que era de apenas 3,9% em agosto de 2026 subiu para 10,6%, mesmo com todas as garantias que o trabalhador dá na assinatura do contrato. E no crédito pessoal não consignado, essa inadimplência, que era de 8,3% em janeiro de 2023, agora, em agosto último, chegou a 11%.

Mais dívidas

Os números sugerem que não foi apenas o endividamento que subiu. Nem o comprometimento do devedor com o banco. Afinal, o comprometimento com a prestação do contrato com o banco não disparou (foi de 25,6% para 25,6%). Mas sugere que o cliente passou a comprometer parte de sua renda com outras despesas que nos levou ao número de 83% segundo a Pesquisa de Endividamento da CNC onde está dito que 13% simplesmente não têm como pagar as prestações contratadas.

O mais grave desse quadro é que, como revelou o IBGE nesta terça-feira (29), o Brasil nunca teve uma situação boa. Afinal, a taxa de desocupação (5,3%) no trimestre de junho a agosto de 2026 caiu 0,3 p.p. (ponto percentual).

Gente ocupada

Segundo o IBGE, a população desocupada (5,8 milhões) diminuiu 4,6% (menos 281 mil pessoas) na comparação com o trimestre de março a maio de 2026 (6,1 milhões). No confronto com o mesmo trimestre do ano anterior (6,1 milhões), houve queda de 4,9% (menos 300 mil pessoas).

E isso fez com que a população ocupada (103,5 milhões) fosse a maior da série histórica, com alta de 0,8% no trimestre (mais 774 mil pessoas) e aumento de 1,0% no ano (mais 1,1 milhão de pessoas). Além disso, a chamada população desalentada (2,4 milhões) ficou estável no trimestre e registrou queda de 11,9% no ano (menos 317 mil pessoas).


Divulgação

Dívidas no banco cresceram , no Brasil, segundo o Banco Central. – Divulgação

Desempregados

Para se ter uma ideia, nesse mesmo período do ano de 2020 chegou a 14,8% e desde então vem caindo, chegando a 7,8% em 2023 até cravar os 5,3% de agora. O governo Bolsonaro conviveu com taxas entre 12,2%, em 2019, e 7,4%, com picos de 14,9% em plena pandemia. O governo Lula, por outro lado, vem baixando trimestre a trimestre, indo dos 8,4% em 2023 para os atuais 5,3%.
Então, por que, com mais gente ocupada, as famílias brasileiras estão tão angustiadas?

Oferta de crédito

Talvez uma pista possa ser o aceite da oferta de crédito a partir do fim da pandemia, quando, com uma taxa Selic de 2%, o brasileiro entendeu de usar sua capacidade de crédito.

Entre 2021 e 2025, o mercado brasileiro de crédito ampliou significativamente seu alcance. O número de pessoas com crédito ativo passou de 96,8 milhões para 122,8 milhões, enquanto o volume de relacionamentos entre consumidores e instituições credoras passou de 260,1 milhões para 396,7 milhões, avanço de 52,5%. O saldo dos contratos de crédito ativo também cresceu, alcançando aproximadamente R$4,47 trilhões ao fim de 2025.

Crédito ativo

Faz sentido. Um estudo produzido pela Equifax BoaVista, Acordo Certo e CDL Porto Alegre.( “O começo de uma década – A evolução do mercado financeiro até a metade dos novos anos 20”), revelou que o saldo dos contratos de crédito ativo cresceu 63,7%, passando de aproximadamente R$ 2,70 trilhões para R$ 4,47 trilhões no ano passado. O problema é que o saldo inadimplente cresceu de R$ 54 bilhões para R$ 177,6 bilhões em 2025.

Talvez o brasileiro tenha sido vítima da armadilha dos juros baixos da pandemia. Entre agosto de 2020 e março de 2021, a Selic chegou a incríveis 2,0%. Porém, de maio de 2021 a maio de 2022 passou de 2,75% para 12,75%. E continuou subindo até que, em julho do ano passado, bateu nos 15% e só começou a baixar em abril último.

Carro e juro baixo

Para um correntista de um banco qualquer que fez o financiamento de um Hyundai Creta em 48 meses, calculado pelo banco com base numa taxa de juros a partir de uma Selic de 3,50%, em junho de 2021, e pagou a última prestação em maio de 2025, sabendo que a base da mesma Selic subiu para 14,75%, é um impacto absurdo. Nesse período, o carro depreciou sua renda e não cresceu e ele se endividou com outras coisas com taxas muito maiores.

Rio Ave no Piava

A construtora e a Rio Ave e o Grupo Ricardo Brennand lançam o terceiro empreendimento da parceria na Reserva do Paiva, o Aura Paiva. Com apenas 40 unidades em um terreno de mais de 10 mil m², o residencial chega ao mercado com uma proposta de exclusividade, sofisticação e tecnologia.

Os apartamentos, com área de 223 m² a 671 m², oferecem quatro e cinco suítes, hall de elevador exclusivo; os apartamentos duplex têm parada de elevador nos dois pisos, quatro vagas de garagem e acabamentos de alto padrão.

O projeto reúne arquitetura contemporânea, amplas áreas verdes e um complexo de lazer e bem-estar que inclui piscina semiolímpica, quadra de squash, piscina aquecida, sauna e espaço para crioterapia. Com certificação internacional EDGE, o Aura também incorpora soluções de eficiência energética e hídrica, com previsão de redução de 35% no consumo de energia e de 25,7% no consumo de água.

Acolhimento em foco

O Hapvida reúne cerca de 180 colaboradores em Recife para mais uma edição do programa “Acolher quem acolhe”, iniciativa dedicada à escuta, integração e bem-estar emocional das equipes. Os primeiros encontros aconteceram nos dias 28 e 29, no Hospital Ariano Suassuna.

A programação segue nesta terça (30) e quarta (1º), no auditório do Núcleo Técnico Operacional (NTO). Em pouco mais de um ano, o programa já alcançou cerca de 5 mil profissionais em unidades da companhia em diferentes cidades do país.

Brazil Travel Market

Fortaleza seria a 15ª edição do Brazil Travel Market (BTM), que acontece de 22 a 23 de outubro, no Centro de Eventos do Ceará. A expectativa atrai mais de 2.000 agentes de viagens e operadores do Brasil e do exterior, reforçando a dimensão comercial do encontro, que conecta hotelaria, destinos e grandes marcas do turismo.

O evento business-to-business (B2B) é considerado o maior do setor nas regiões Norte e Nordeste, o BTM chega aos 15 anos de realização, consolidando Fortaleza como ponto de encontro do trade turístico. O evento contará com a presença de buyers internacionais vindos da Argentina, Chile, Espanha, Uruguai, EUA, Itália, Paraguai e Portugal, que participarão de rodadas de negócios, encontros comerciais e demais oportunidades previstas para esta edição.


Divulgação

Vista do Monte Fuji, que é uma das atrações que quem visita o Japão. – Divulgação

Partiu Japão

Mais de 110 mil brasileiros visitaram o Japão em 2025, segundo a Organização Nacional de Turismo Japonês (JNTO), que informou que o país recebeu o recorde de 42,6 milhões de visitantes estrangeiros. Para os brasileiros, o cenário ganhou ainda um novo estímulo com a prorrogação da isenção de visto para viagens de até 90 dias, válida até 29 de setembro de 2029. Para 2027, o Japão já está novamente entre os destinos escolhidos para programas corporativos.

A ampliação da isenção de visto contribui para esse ambiente de maior acessibilidade ao destino. Para turistas brasileiros com passaporte comum, a medida permite viagens de até 90 dias sem a necessidade de visto, condição prorrogada pelo governo japonês até setembro de 2029.

Carne brasileira

Gastronomia e mercado estarão no foco do Brasil na Brasa – África Tour 2026, que reúne Beethoven Picuí, Betones BBQ, Léo Pimenta, Carol Arménio, Jorge Sab, Rodrigo Bueno e Marcelo “Bolinha” Conceição em Maputo, no dia 3 de outubro, e em Cape Town, no dia 10.

O projeto apresenta diferentes elos do setor, da criação e genética à escolha do corte, preparo, defumação, churrasco, açougue e produção de conteúdo, levando a diversidade da cadeia brasileira para uma experiência internacional.

Conecta Nordeste

O Grupo SouConecta escolheu o Hospital Português para sediar, nesta quarta-feira, o coquetel de lançamento da segunda edição do Fórum de Inteligência e Compras Estratégicas do Nordeste. Marcado para abril de 2027, o evento reunirá profissionais de compras e supply chain em busca de parcerias e resultados estratégicos.

Gestão e saúde

O Conselho Regional de Administração de Pernambuco (CRA-PE) promove, nesta quarta (30), das 14h às 17h, o Gestão que Acolhe, no auditório do SERPRO, no Recife. O encontro reunirá especialistas para discutir liderança, saúde mental, riscos psicossociais e os impactos do estresse no ambiente corporativo.

A programação terá participação de Aldemy Freire, gestor em saúde suplementar; André França, assistente social do Ministério Público de Pernambuco (MPPE); e da administradora Letícia Duarte, em uma mesa-redonda sobre gestão de pessoas, inovação e bem-estar. O evento é gratuito e aberto ao público. As inscrições podem ser feitas no even3.com.br/admsaude-788107.

 

 

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