MDB fecha apoio de 17 diretórios estaduais à campanha de Flávio Bolsonaro após reunião

MDB fecha apoio de 17 diretórios estaduais à campanha de Flávio Bolsonaro após reunião

Pelo menos 17 diretórios estaduais do MDB devem apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno; anúncio oficial está previsto para terça-feira, em São Paulo

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O MDB fechou o apoio de pelo menos 17 diretórios estaduais à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. A decisão foi tomada na tarde de ontem, em uma reunião entre o senador com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), e o presidente do MDB, Baleia Rossi.

O anúncio oficial será feito na próxima terça-feira, dia 13, no escritório da campanha de Tarcísio em São Paulo. O governador vinha articulando junto com Nunes a adesão ao presidenciável do PL em conversas com o dirigente emedebista nos últimos dias.

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Os diretórios do MDB de Minas, Rio, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, entre outros, também apoiarão o candidato do PL

Flávio, que terminou o primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já recebeu apoio do PP, do União Brasil, do Republicanos e do Novo. Ontem, o Podemos também formalizou a adesão ao candidato do PL. Os presidenciáveis derrotados Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) também anunciaram que apoiarão o senador no segundo turno.

Após ser reeleito no primeiro turno em São Paulo, Tarcísio passou a se dedicar à eleição de Flávio. O governador mantém relação próxima com Baleia Rossi e participou diretamente da articulação para filiar o vice-governador Felício Ramuth ao MDB. Ricardo Nunes ajudou a mobilizar aliados na capital paulista e a articular encontros do candidato do PL com empresários e agendas em regiões periféricas da cidade.

DERROTAS

O apoio do MDB a Flávio ganhou força internamente após a derrota de importantes emedebistas da ala lulista do partido, como Renan Filho, que perdeu a disputa pelo governo de Alagoas, e Hana Ghassan, derrotada no Pará.

No primeiro turno, o MDB não apoiou nenhum candidato ao Planalto e liberou os diretórios estaduais para decidir conforme a realidade local. Havia um desejo do PT de atrair o partido para a coligação de Lula, mas, segundo interlocutores emedebistas, nunca houve uma negociação de fato.

O MDB ocupou ministérios de peso no terceiro governo de Lula – Planejamento, com Simone Tebet; Transportes, com Renan Filho; e Cidades, com Jader Filho. Tebet trocou o MDB pelo PSB em março para disputar o Senado pelo Estado de São Paulo.

‘RECADO’

Ontem, a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, anunciou o apoio a Flávio no segundo turno, após uma reunião no QG da campanha do candidato do PL, em Brasília.

“As urnas foram abertas, e o Brasil deu um recado, (de) que quer mudança. E o Podemos não pode se distanciar do que a população brasileira sonha e acredita. Nós estamos aqui assumindo muito mais do que um apoio político, mas um compromisso de responsabilidade com o futuro do nosso País”, afirmou a dirigente. O Podemos se manteve neutro no primeiro turno.

TUCANOS

O PSDB decidiu não declarar apoio formal a nenhum dos candidatos à Presidência da República no segundo turno e liberou seus integrantes. De acordo com o presidente nacional do partido, Aécio Neves, a maioria das representações estaduais ficou dividida entre a neutralidade e o apoio a Flávio, enquanto uma pequena parcela manifestou preferência por Lula.

“O PSDB decide, ouvida a Executiva Nacional, pela liberação dos seus membros para se manifestarem da forma que considerarem mais adequada neste segundo turno”, afirmou o presidente do partido.

“O PSDB reafirma seu compromisso com a democracia e espera que o presidente eleito possa liderar o Brasil no caminho da prosperidade, da justiça e da pacificação nacional”, disse Aécio, ontem, ao comunicar a decisão.

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