Ao responder aos ataques que, segundo ele, atingem sua família de “maneira sórdida”, o político ressaltou suas raízes no Agreste pernambucano
JC
Publicado em 05/10/2025 às 21:26
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O ex-ministro da Educação e deputado federal Mendonça Filho utilizou as redes sociais, neste domingo (5), para rebater o que chamou de “ataques covardes” do PT contra ele e sua família. A controvérsia se acentuou após o político defender uma universidade pública ampla e com acesso a todos os estudantes, em oposição à reserva de vagas para assentados do MST no curso de Medicina da UFPE, sem a exigência de submissão ao ENEM ou SISU.
“O direito que um filho de assentado tem é o mesmo direito de um filho de um cortador de cana, de uma empregada doméstica ou um cobrador de ônibus”, afirmou o político, defendendo a igualdade de acesso ao ensino superior.
DEFESA DE VALORES
Ao responder aos ataques que, segundo ele, atingem sua família de “maneira sórdida”, o político ressaltou suas raízes no Agreste pernambucano. Ele mencionou que seus quatro avós eram agricultores que sequer concluíram o ensino médio, e que ele próprio é a segunda geração com acesso a um curso de nível superior.
“Os valores que nós carregamos são os valores do trabalho, da ética e do compromisso social, e da educação como fonte transformadora da realidade social do país e do nosso estado de Pernambuco”, declarou, citando a história de seu pai, que perdeu o pai (seu avô) assassinado aos 21 anos e teve que virar arrimo de família.
Mendonça destacou seu histórico na área da educação, citando as transformações que implementou com políticas públicas, como implementação de Escola em Tempo Integral em Pernambuco, política que, segundo ele, colocou o Estado nas primeiras posições do ranking IDEB do ensino médio; acesso ao Ensino Superior, com gratuidade de acesso à UPE para egressos de escolas públicas, quando foi governador; reforma do Ensino Médio e investimento federal que classificou como “o maior investimento da história” em institutos e Universidades Federais em Pernambuco, incluindo a criação da Universidade Federal do Agreste, com recursos do Governo Federal.
Críticas à ética
O político finalizou seu pronunciamento criticando o Partido dos Trabalhadores, afirmando que não aceita “lição de ética” e que sempre agiu na vida pública com responsabilidade e zelo ao dinheiro público, ao contrário do PT, que ele associou a casos de corrupção como o Mensalão e o Petrolão. “Sou ficha limpa. […] O PT não venha para este debate, já começa perdendo”, disparou.



