Recife segue em ritmo acelerado de valorização imobiliária e já figura entre os mercados mais aquecidos do país. De acordo com o mais recente relatório do Índice FipeZAP de Locação Residencial, a capital pernambucana registra o terceiro metro quadrado mais caro entre as capitais brasileiras, com preço médio de R$ 60,89/m². O valor representa uma alta acumulada de 9,82%, índice que aponta uma valorização real e consistente do mercado local.
O desempenho coloca Recife atrás apenas de Belém e São Paulo no ranking nacional, reforçando o protagonismo da cidade no cenário imobiliário brasileiro, especialmente no segmento de locação residencial. Especialistas atribuem o resultado a fatores como localização estratégica, adensamento urbano, retomada da economia e aumento da demanda por imóveis em regiões consolidadas da capital.
Além da valorização do metro quadrado, Recife também se destaca quando o assunto é retorno financeiro para proprietários e investidores. Segundo dados do Rental Yield, indicador que mede a rentabilidade anual dos imóveis alugados, a capital pernambucana apresenta um retorno médio de 8,37% ao ano, o segundo melhor rendimento entre todas as capitais brasileiras. O índice reforça o apelo da cidade como destino estratégico para investimentos imobiliários, especialmente em um cenário de juros ainda elevados e maior cautela dos investidores.
Empreendimentos acompanham a valorização urbana
Entre os bairros que mais se destacam no atual ciclo de crescimento imobiliário do Recife estão a Madalena e a Imbiribeira, regiões que reúnem infraestrutura consolidada, boa mobilidade urbana e amplo acesso a serviços essenciais.
Na Madalena, bairro tradicionalmente valorizado pela localização central e pela proximidade com polos comerciais e empresariais, a Construtora Carrilho desenvolve projetos que dialogam com o perfil urbano da região. Um dos destaques é o Madá Studios, empreendimento composto por studios de 26 m², com oito unidades por andar distribuídas em 29 pavimentos, seguindo a tendência de moradias compactas em áreas bem estruturadas.
Também na região, o Paço Decó, localizado na Real da Torre, próximo ao Mercado da Madalena, oferece plantas flexíveis voltadas a diferentes perfis familiares, com paisagismo assinado por Márcia Lima e áreas comuns projetadas pelo arquiteto Humberto Zirpoli.
Já na Imbiribeira, bairro que acompanha o processo de expansão e requalificação da Zona Sul da cidade, o destaque é o Pátio Solare. Situado em uma região estratégica para quem busca morar próximo a Boa Viagem com custo mais acessível, o empreendimento adota o conceito de condomínio clube, oferecendo ampla estrutura de lazer e segurança, característica cada vez mais valorizada tanto por moradores quanto por investidores.
Segundo Roberto Rios, diretor comercial da Construtora Carrilho, a atuação tem sido estratégica, oferecendo empreendimentos alinhados às novas demandas do mercado imobiliário. “Os projetos incorporam tendências como plantas funcionais, áreas comuns otimizadas e foco em qualidade construtiva, atendendo diferentes propostas de moradia e investimento, de acordo com o perfil de cada região e público-alvo. Ainda ressalto que os valores médios de locação e rentabilidade incluem apartamentos de um a quatro dormitórios. Se olharmos apenas para um dormitório e studios, a rentabilidade e o preço de locação por m² aumentam sensivelmente”, afirma.
Inadimplência em queda sinaliza maior segurança no mercado de locação
Outro indicador que reforça o bom momento do setor imobiliário é a redução da inadimplência nos contratos de aluguel em todo o país. De acordo com o Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), divulgado pela Superlógica, o atraso no pagamento de aluguéis atingiu, em dezembro de 2025, o menor patamar dos últimos sete meses.
O índice ficou em 3,44%, abaixo dos 3,69% registrados em novembro, após a análise de mais de 600 mil contratos de locação residencial em todo o Brasil. O resultado aponta para uma melhora gradual na capacidade de pagamento das famílias e traz mais segurança para proprietários e investidores.
Segundo especialistas do setor, a melhora está associada a uma combinação de fatores, como maior organização financeira das famílias, uso de tecnologia pelas imobiliárias para controle e acompanhamento dos pagamentos e estabilidade do mercado de trabalho em diversas regiões. O cenário atual indica que mais brasileiros estão conseguindo pagar o aluguel em dia, um sinal positivo para toda a cadeia imobiliária. Em cidades como Recife, onde valorização, rentabilidade e demanda caminham juntas, o mercado segue aquecido e com perspectivas otimistas para os próximos meses.
“O mercado de locação de alta renda segue em um crescimento sustentado, especialmente quando falamos em investimentos em opções reais, como é o caso dos imóveis. Os resultados mostram que essa é uma alternativa sólida de investimento, principalmente em um cenário em que a taxa Selic deve apresentar uma trajetória de queda”, afirma a economista e professora do Centro Universitário UniFBV Wyden, Amanda Aires.



