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Foi assim: João Paulo era prefeito do Recife quando a oposição descobriu que o município estava pagando uma fatura de R$ 5 milhões a uma consultoria ligada ao PT chamada de Finatec para desenvolver sistemas de gestão na administração municipal. Uma semana depois da denúncia, um assessor por conta própria decidiu esclarecer os fatos à JC Negócios.
Publicada sob o título “Finatec administra prefeitura”, a notícia provocou uma reunião na manhã seguinte, convocada para o prefeito responder. Após meia hora de análises e discursos inflamados, alguém perguntou como o jornalista teve acesso a tantos dados?
Ao que o assessor revelou ter enviado uma planilha com todos os serviços prestados pela consultoria! João Paulo precisou usar seu treinamento de ioga para respirar fundo e encerrar a conversa com um “esquece” e foi cuidar da agenda normal.
Barci de Moraes
Vinte anos depois, a história serve para mostrar o equívoco do Escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados para esclarecer como foi contratado, no período entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, pelo cliente Banco Master.
E entregar um relatório à imprensa em que revela ter feito 94 (noventa e quatro) reuniões de trabalho em que foram produzidos 36 (trinta e seis) pareceres e opiniões legais acerca de uma ampla gama de temas, entre eles, tendo ajudado a programar o Novo Código de Ética e Conduta do banco.
Gestão de crise
Foi um enorme erro de gestão de crise. Primeiro, porque ao não divulgar o quanto recebeu de fato pelos serviços, automaticamente validou a informação da jornalista Malu Gaspar (de O Globo) de que o contrato de 36 meses seria de R$ 129 milhões. Isso significa dizer que, ao cumprir 21 meses até a data da liquidação extrajudicial, o escritório teria recebido R$ 75 milhões.
Segundo, por relacionar os serviços, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados afirma na sua explicação que considera justa a remuneração auferida, a ponto de listar uma série de trabalhos concluídos para o cliente. E foi isso que abriu uma avenida de questionamentos sobre os valores pagos, permitindo uma centena de comparações.
Grandes valores
Advogados de renome não cobram valores pequenos para seus clientes. Também não costumam informar que subcontratam outros profissionais para tarefas específicas.
Pelo simples fato de não darem ao cliente a oportunidade de consultar o especialista diretamente (e não a ele), informações sobre o tema. Por isso, quando o Barci de Moraes Sociedade de Advogados diz que contratou outros três escritórios especializados em consultoria, que ficaram sob sua coordenação, está dizendo que não tinham capacidade para fazer o serviço para o qual estava sendo pago. O que o transformou numa agência de contratação de serviços de terceiros.
Serviços especiais
É difícil imaginar que renomados escritórios Pinheiro Neto, Mattos Filho, Demarest ou Ives Gandra Martins subcontratem escritórios para serviços específicos e coloquem isso para o cliente — salvo uma situação especialíssima.
Por isso, como informa o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, que, para atender às demandas do Master, precisou de mais gente, é porque não tinha equipe capaz de fazer o serviço, o que só complica o fato de quanto recebeu de remuneração.
Relação direta
Também é difícil tentar fazer julgamentos sobre os motivos porque uma empresa contrata um escritório e define os valores que serão pagos pelo pacote de serviços que serão prestados. Essa é uma relação do escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados com o Banco Máster. E talvez a única coisa diferente seja o fato de a líder do escritório ser esposa do ministro do STF, Alexandre de Moraes.
O problema é que, ao tentar explicar e justificar os serviços prestados depois das novas revelações do ministro com a presidente do banco, Daniel Vorcaro, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados acabou permitindo todas as comparações possíveis entre as bancas e os analistas.
Explicações ao fisco
O escritório, a rigor, só deve explicações pormenorizadas a duas instituições: a Receita Federal, já que precisou recolher o IRPJ, e a prefeitura de São Paulo, para quem deve ter recolhido o ISS.
O equívoco está no fato de que, ao confessar os serviços prestados, confirma a denúncia de um contrato fora dos padrões de mercado. Depois, ao tentar justificar os serviços relacionados, abre-se uma avenida de possibilidades de comparações de mercado, tornando a situação ainda mais difícil. Até porque isso se dá após três meses de a informação estar circulando.
Reuniões presenciais
No que ajuda o escritório de Viviane Barci a informação de que fez 79 (setenta e nove) reuniões presenciais na sede do Banco Master, todas com duração aproximada de três horas com suas superintendências de
Compliance e Corporativa?
E quando diz que fez 13 reuniões com a presidência da instituição (Daniel Vorcaro) e a equipe jurídica. E que em 21 meses teve apenas duas reuniões por videoconferência com o jurídico do Banco Master.
Esclarecimento
Isso é mais um problema do que um esclarecimento. Como um escritório contratado com esse valor revê tão poucos contatos com o presidente da instituição e apenas duas reuniões com o jurídico do Banco Master?
Talvez o serviço para o qual o Barci de Moraes Sociedade de Advogados tenha sido contratado tenha sido mesmo para os procedimentos de preparação de Manual de Gestão e Captação de Recursos do RPPS, Política de Relacionamento com o Poder Público, Política de Comunicação, Política de Saúde e Segurança no Trabalho.
Serviço caro
Ou para dar treinamento na área penal e administrativa, na análise consultiva e estratégica de inquéritos policiais, ações penais, inquéritos civis, ações civis públicas e ações de interesse ou que pudessem produzir reflexos na atuação do Banco Master e de outros serviços nessas áreas, como a nota de esclarecimento relaciona.
O que convenhamos, foram pagos de forma… digamos…bem diferenciada.
Quem fala pelo trabalhadores de aplicativos
Alguém precisa dizer ao presidente da Câmara, Hugo Motta, ao deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), ao Secretário-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e à ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que, ao tentar aprovar até abril o projeto que trata de regulação de trabalhadores por aplicativos, o governo pode estar cometendo um grande equívoco.
Primeiro, porque esse é um segmento que tem uma tradicional conexão com o bolsonarismo. E lá atrás (quando as centrais sindicais achavam que eles poderiam ser uma nova base de apoio ao governo) perceberam que não seriam bem-recebidas. Por isso, é preciso prestar atenção no que as plataformas têm de informação.

Cuidado com elas
Não significa dizer aceitar o que elas propõem, mas têm os melhores dados. No fundo, do jeito que está, é o melhor dos mundos para elas. Nenhuma garantia regulada e ações pontuais para os trabalhadores, mas sem que isso os vincule de alguma forma.
Talvez um caminho seja dar ao segmento um mínimo de segurança, com apólices de seguro de vida e de acidentes pessoais. E estímulo a que contribuam com a Previdência Social, que é quem está pagando a conta dos mortos e feridos. No fundo, a única reivindicação que os trabalhadores apoiam é conseguir mais renda. E que ela não seja definida pelo algoritmo, como é hoje, que, assim como cobra mais caro do passageiro, cobra mais taxas do entregador quando ele faz várias entregas numa única viagem.
Bet Legal
O estudo “Panorama do Mercado de Apostas de Quota Fixa”, elaborado pela LCA, em parceria com o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável e ANJL, revela que o setor reúne 14 empresas ativas e 37 marcas autorizadas a operar na Região Nordeste. A pesquisa mostra que foram investidos R$ 885 milhões em capital social. E que elas têm um efeito multiplicador de R$ 3,74 para cada R$ 1 investido. Os números refletem o efeito da Lei 14.790/23, que estabeleceu regras rígidas de licenciamento, fiscalização, segurança e combate a operações ilegais.
Pode ser, mas o que o estudo não diz é que em regiões como o Nordeste o crescimento das apostas on-line está tirando dinheiro da economia e ampliando o crescimento de doenças ligadas ao vício.
Performance
A Associação Pernambucana de Agentes de Distribuição (ASPA) realiza neste sábado (14) talk com a especialista em consumo e mercado, Renata Mendes, focado em gestão de RH, com o tema “Cultura que vende”, e objetiva a capacitação de equipes de atendimento e resultados para transformar performance em cultura corporativa. O encontro será às 8h30, no auditório da instituição.
Açaí no Japão
Depois do suco de uva, a Timbaúba, empresa de Petrolina que produz sucos integrais, chegou ao Japão com o suco de açaí 100% natural. Para reforçar sua estratégia de fortalecer a presença no país, a empresa brasileira participará da FOODEX Japan 2026, a maior feira de alimentos e bebidas do Japão. A partir de março, o suco de açaí estará nas prateleiras dos supermercados de mais de 25 cidades do Japão.
Moura inovação
A Baterias Moura, líder na fabricação e reciclagem de baterias automotivas no Brasil, está entre as três finalistas do 9º Prêmio Nacional de Inovação (PNI) na categoria Recursos Renováveis e Grande Empresa.
A empresa disputa com Natura e Vale, concorrendo com uma iniciativa que une quatro décadas de logística reversa a um dos projetos industriais mais ambiciosos já realizados no Nordeste, o Programa Ambiental Moura (PAM), e a Unidade de Reciclagem e Metais, respectivamente.
O anúncio dos vencedores acontece no dia 26 de março, durante o 11º Congresso de Inovação da Indústria, no WTC Events Center, em São Paulo. Ao todo, 59 finalistas de 17 estados foram selecionados entre empresas, ecossistemas e pesquisadores.

Amupe Recife Expo
O 9º Congresso Pernambucano de Municípios, promovido pela Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) nos dias 27 e 28 de abril, será realizado em um novo lugar, no Recife Expo Center. Neste ano, o evento tem como tema ‘Inovação a Serviço da População’.

Seresta North Way
O Paulista North Way Shopping realiza este mês a 2ª edição da Seresta North Way, evento que já conquistou o coração do público, prometendo noites de nostalgia, música romântica e muita emoção durante em dois finais de semana, nos dias 14, 15, 21 e 22 de março, na área externa de eventos do shopping, com entrada gratuita e consumo individual, além de uma programação cuidadosamente pensada para envolver a todos.




