Compesa atua para normalizar abastecimento após temporais em Pernambuco

Compesa atua para normalizar abastecimento após temporais em Pernambuco

Torneira aberta – PIXABAY

A força das chuvas que atingiu Pernambuco nos últimos dias desestruturou o fornecimento de água em 24 municípios do Estado. Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta segunda-feira (4), o presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, afirmou que a companhia trabalha em regime de prontidão para restabelecer o serviço integralmente, após ter normalizado a situação em 18 dessas localidades até o final do último domingo (3).

Segundo o gestor, a interrupção não se deve apenas a danos técnicos, mas a uma estratégia de prevenção para evitar tragédias em áreas vulneráveis.

“Temos um protocolo de segurança chamado protocolo dos morros, onde, por dever de ofício, desligamos temporariamente os abastecimentos para minimizar a possibilidade de acidente”, explica Douglas Nóbrega, presidente da Compesa.

Logística de emergência e carros-pipa

Para suprir a demanda nas cidades onde o sistema ainda enfrenta instabilidades, como Timbaúba e Goiana, a companhia montou uma força-tarefa logística. Mais de 10 caminhões-pipa foram deslocados do Agreste para a Zona da Mata Norte, resultando na distribuição de mais de 500 mil litros de água apenas no último domingo.

“Naturalmente ele [o carro-pipa] não substitui integralmente o abastecimento comum pela rede, mas é uma maneira de a gente atenuar um pouco a falta de água”, detalha Douglas Nóbrega, presidente da Compesa.

O acesso a esse serviço emergencial tem sido coordenado através das prefeituras locais e de lideranças comunitárias para alcançar as áreas mais desassistidas enquanto as bombas são religadas.

Avaliação de danos e infraestrutura

Apesar do cenário de inundação em diversas estações elevatórias, o diagnóstico inicial aponta que os danos materiais foram limitados. O principal entrave para a retomada imediata é a necessidade de secagem de motores elétricos que ficaram submersos, processo que impede o acionamento instantâneo do sistema sob risco de curto-circuito.

“Não foi identificada nenhuma patologia muito grave que impeça a retomada rápida dos sistemas até o momento”, afirma Douglas Nóbrega, presidente da Compesa.

Quanto à infraestrutura da transposição do Rio São Francisco, Nóbrega garantiu que as operações na Adutora do Agreste e na elevatória de Moxotó não sofreram alterações e seguem operando normalmente, uma vez que o impacto crítico das chuvas se concentrou na Região Metropolitana e na Mata Norte.

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