Fim da escala 6×1 é avanço social que micro e pequenas empresas não podem pagar sem prazo para se reorganizar para sobreviver

Fim da escala 6×1 é avanço social que micro e pequenas empresas não podem pagar sem prazo para se reorganizar para sobreviver

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A sabedoria popular ensina que só se deve falar quando alguém quiser ouvir. Ninguém, fora as pequenas e médias empresas brasileiras e os especialistas de plantão, está interessado no que vai acontecer com elas quando a nova lei for promulgada numa grande festa organizada pelo governo como conquista social. Segundo dados do e-Social com base nos dados fornecidos pelas empresas até março deste ano, a escala 6×1 vai impactar 33,2% dos empregos no Brasil.

Outros estudos mostram que, no mundo real, o sistema hoje é adotado pelo comércio (51%), bares e restaurantes (16%), serviços administrativos (8%), administração predial especialmente condomínios (3%). Com base nos últimos dados da PNAD Contínua do IBGE, pode-se falar que a nova lei vai se refletir na rotina de 20 milhões de trabalhadores.

Vinte milhões

Também com base no e-Social é possível saber que 66,8% (celetistas, estatutários, autônomos, avulsos, cooperados, domésticas e estagiários) cumprem 40 horas semanais numa jornada 5×2. Quase 30 milhões de pessoas fazem 40 horas semanais, em cinco dias de trabalho. Isso quer dizer que se o governo está pensando em faturar com a aprovação da nova lei, é importante lembrar que a maioria não usa a jornada 6×1.

Entretanto, parece claro que o problema está no que isso vai impactar nas pequenas e microempresas dessas categorias que são as que mais vão sofrer com a nova lei e que até agora não têm voz nessa conversa. Uma consulta usando qualquer programa de Inteligência Artificial será possível perceber que todas as autoridades falam com quem trabalha na escala 6×1 presta serviços em grandes empresas capitalistas que exploram o trabalhador. Não é verdade, mas é isso que o governo propaga.



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (d) reunido com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (e) – Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Sem voz e vez

Sem capacidade de defesa e com um ministério obtuso que não deu uma palavra por elas nesse debate, as PMES estão condenadas a pagar os custos da medida. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Turismo e Serviços (CNC), por dever de ofício, tentou mostrar o óbvio. Que o problema do fim da escala 6×1 na carreira mais atrapalha do que ajuda.

Ricardo Alban, que preside a entidade, usou a força da entidade para dizer que o texto vai inviabilizar a sobrevivência de um grande número de empresas, principalmente as menores, caso adote uma redução unificada da jornada de trabalho.

Por que não considera aspectos setoriais e regionais de fundamental importância na abordagem dessa pauta. Ninguém estava interessado em ouvi-lo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI)também reclamou que o prazo é muito curto para uma adaptação desse tamanho. Ninguém estava interessado.

Os mais atingidos

O problema do fim da 6×1 é que ela precisa dar alguma margem às PMES dos setores mais atingidos. O comércio, bares e restaurantes e serviços de administração predial vão ter problemas sérios porque vão precisar contratar mais gente com a mesma receita. Uma coisa é o peso da conta de pessoal numa grande rede de varejo. Outra bem diferente é uma lojinha de barro. Por exemplo, o condomínio de milhares de prédios vai subir. Não tem como.

Mas tem um problema mais grave que vai impactar diretamente na previdência, tanto que o próprio Ministério da Fazenda já ligou a luz amarela. É que o relator incluiu a permissão de um MEI contratar um segundo funcionário pagando as taxas do programa.


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MEI é o maior programa de empreendedorismo na América do Sul, com mais de 16 milhões de inscritos – Divulgação

Renúncia fiscal

Pouca gente sabe que o MEI representa uma renúncia fiscal de R$ 8,8 bilhões por ano porque um MEI paga apenas 5% do Salário Mínimo. E menos ainda que quando assina a carreira de um empregado não paga o INSS “cheio” (alíquota máxima de 14% sobre salários maiores), mas sim uma alíquota reduzida e proporcional.

Desta forma o funcionário tem descontado de 8% a 11% do seu salário (a depender da faixa salarial e legislação vigente), para a Previdência normal, enquanto o patrão MEI paga apenas 3% de INSS patronal. Podendo contratar dois empregados, essa conta a menos para previdência vai dobrar.

Mais faturamento

Para completar, o relator atendeu a um pedido antigo das entidades e elevou o teto de faturamento de 81 mil para R$ 145 mil, com atualização anual pelo IPCA. Pelas contas do Ministério da Fazenda, isso custaria aos cofres públicos R$ 48,5 bilhões em 2027 e R$ 53,7 bilhões em 2028. Ou seja. Mesmo o governo vai perder receita.

Mas alguém acha que Hugo Motta ou Lula está interessado nesses detalhes?

 


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Caatinga, bioma que resiste a altas temperaturas – Divulgação

Seca no Nordeste

A Região Nordeste é a mais afetada por desastres causados pela seca, de acordo estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Entre 2013 e 2025, os nove Estados nordestinos somaram 21,9 mil decretos de Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública por esse motivo, o equivalente a 73% desse tipo de registros. Dos R$ 458,3 bilhões em prejuízos causados pela seca no Brasil entre 2013 e 2025, o Nordeste responde por 48% do total.

Análise Ceplan

Nesta quinta-feira (28), no RioMar Trade Center, Torre 5, no Recife, tem o Análise Ceplan 2026. Esse será um dos principais temas debatidos na edição especial que marca os 30 anos da consultoria pernambucana Ceplan e reunirá lideranças do setor produtivo, governo, indústria, instituições financeiras e especialistas. O tema será “Mercado de Energia, Powershoring e a Neoindustrialização brasileira: desafios e oportunidades para o Nordeste”.

Pizzaria Atlântico

A Pizzaria Atlântico lançará no Shopping Tacaruna novo formato de operação. A futura unidade, com 500 m 2, será a primeira da rede em shopping fora do conceito Express e deve funcionar como vitrine para a próxima etapa de expansão da marca que opera 13 lojas na Região Metropolitana.

Nova marca 

A Construtora Vertical anuncia a chegada da LaVentana Empreendimentos, como novo braço de incorporação residencial econômica da companhia. O lançamento da marca será em Caruaru com representantes do mercado imobiliário. A proposta da LaVentana será atuar diretamente no segmento econômico, especialmente nas faixas 1 e 2 do Minha Casa, Minha Vida.

Casa & Decor

O RioMar Recife promove a campanha da Semana da Casa & Decor entre os dias 27 e 31 de maio, com oportunidades de compras relacionadas aos segmentos, incluindo produtos no variado mix de operações do mall, como itens de decoração, utilidades do lar, eletrodomésticos, entre outros.

Esportes da Sorte

O bet Esportes da Sorte será patrocinador oficial das festividades de São João em doze cidades brasileiras em 2026. Recife (PE), Maracanaú (CE), Patos, Santa Luzia e Sousa (PB), Salvador (BA), Natal, Caicó e Mossoró (RN), Santana do Ipanema e Maceió (AL) e Belo Horizonte (MG) receberam patrocinio. O Grupo Esportes Gaming Brasil — detentor das marcas Esportes da Sorte, Onabet e Lottu.


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Cotel Artefastos de Cimento. – Divulgação

Produção de artefatos

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização de Pernambuco lançou edital de chamamento público aberto, até o dia 5 de junho para o recebimento de propostas de empresas que tenham interesse em implantar e desenvolver atividade laboral no Centro de Observação e Triagem Criminológica Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima.

O projeto é voltado à produção de artefatos de concreto, como blocos e outros produtos do segmento da construção civil, mediante o trabalho de pessoas privadas de liberdade (PPLs), com jornada de seis a oito horas diárias, de segunda a sexta-feira.

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