A denúncia do leitor ocorre na esquina das Ruas Osias Cabral de Oliveira com a Delmiro Monteiro da Purificação, no bairro de Jardim Atlântico
JC
Publicado em 05/06/2026 às 5:03
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Enorme cratera coloca motoristas e pedestres em risco em Olinda
Moradores da Rua Osias Cabral de Oliveira, no bairro de Jardim Atlântico, em Olinda, estão preocupados com uma cratera que se formou em uma das sarjetas existentes na esquina com a Rua Delmiro Monteiro da Purificação. Vários carros já caíram no buraco gigante, obrigando alguns moradores a colocarem pequenos cones no local. Esse cruzamento é bastante movimentado por causa da existência de uma academia de ginástica e de um famoso boteco nas proximidades. Além disso, o problema se agrava quando chove, pois os recorrentes alagamentos deixam a cratera invisível, aumentando o risco de acidentes. Na mesma foto, também é possível ver o descaso da Prefeitura de Olinda quanto a falta de capinação e também de asfaltamento da rua.
Antônio Neto, por e-mail
Enorme cratera coloca motoristas e pedestres em risco em Olinda – ANTÔNIO NETO / VOZ DO LEITOR
Passarela na BR-101
Vejo com satisfação o andamento do projeto para restaurar o antigo prédio da Sudene, um patrimônio histórico. Gostaria de sugerir que fosse colocado no projeto a construção de uma passarela sobre a BR-101, ligando o prédio da Sudene ao Hospital das Clínicas, da UFPE, facilitariando o acesso de médicos e funcionários aos dois prédios, como também dos pedestres. Exemplos existem na Região Metropolitana do Recife, com hospitais particulares que construíram passarelas para ligar suas unidades. Lembrando que antes existia uma passarela que foi demolida para reforma e, até o momento, não foi reconstruída. No local, colocaram um semáforo que provoca engarrafamentos durante todo dia.
Amaro Silva, por e-mail
Era das bets
A rápida expansão das plataformas de apostas online no Brasil começa agora a revelar efeitos que ultrapassam o ambiente digital. O problema já alcança famílias, serviços de saúde e relações de trabalho. A ludopatia, também chamada de jogo patológico, é um transtorno marcado pela compulsão por apostas mesmo diante de prejuízos financeiros, emocionais e profissionais. A pessoa perde progressivamente a capacidade de controlar o impulso de jogar e continua apostando apesar das dívidas, do sofrimento psíquico e da deterioração da própria vida. A Organização Mundial da Saúde reconhece a ludopatia como transtorno mental. O DSM-5 — manual utilizado internacionalmente como referência diagnóstica em psiquiatria — incluiu o jogo compulsivo entre os transtornos relacionados à dependência devido aos mecanismos de compulsão, tolerância e perda de controle envolvidos. Ainda assim, o senso comum frequentemente trata o problema como falha moral, mas, na verdade, a ludopatia já se transformou em uma questão de saúde mental, dignidade humana e possível discriminação.
Priscila Arraes, por e-mail
Via deteriorada em Paulista
Segundo uma reportagem do JC, num evento com prefeitos no Palácio do Campo das Princesas, a governadora Raquel Lyra teria dito: “Quero desafiar alguém a me apontar um único município do estado que não tenha obras e apoio deste governo”. Como alguém que votou nela e foi voluntário em sua campanha anterior com recursos próprios (e tenho provas), devo dizer que, se Paulista não foi esquecida, então o seu prefeito Ramos não deu a prioridade necessária à reconstrução da Avenida Benjamin, no Fragoso, elo importante entre a cidade e Olinda, e que se encontra deteriorada em toda a sua extensão, tornando-a quase intransitável.
Cláudio de Melo, por e-mail
Polarização que afasta
A polarização política no Brasil é inegável. O país se vê dividido entre esquerda e direita, e essa cisão tem atravessado relações de forma profunda. Amizades antigas acabaram, famílias se desentenderam, casais se separaram. A divergência de ideias, quando acompanhada de emoções intensas, cria ruídos que se acumulam e provocam um verdadeiro “curto-circuito” nas relações. Do ponto de vista psicológico, a polarização surge, muitas vezes, da insegurança diante do diferente: o medo de que, ao escutar o outro, se perca o próprio rumo. Soma-se a dificuldade de lidar com sentimentos intensos, o que torna o diálogo mais árduo. Logo, em vez de se aproximar, a pessoa se afasta; em vez de escutar, reage; em vez de perguntar, julga. O importante é reconhecer que, assim como os números 6, 9, 69 ou 96, as ideias podem assumir formas distintas, desde que o ideal permaneça ético, digno e coerente. Afinal, é isso que ainda nos mantém em diálogo.
Beatriz Breves, por e-mail



