No STF, André Mendonça e Gilmar Mendes batem boca, e familiares de Vorcaro continuarão presos. Lula critica a riqueza de Elon Musk. E só.
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‘TOBOGÃ DE FIM DE FEIRA’
A “emboscada” jurídica contra o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), armada pelos colegas Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, mostrou que o mais besta, ali, dá nó em pingo d’água no escuro.
SIGILO ESTRATÉGICO
Havia um clima sorrateiramente arquitetado para conceder liberdade condicional a Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro, pai e primo, respectivamente, do ex-banqueiro do Master. André Mendonça se antecipou, levantou o sigilo das investigações para mostrar que a família ameaçava testemunhas enquanto tinha acesso a dados sigilosos da Polícia Federal.
DE GILMAR PARA ANDRÉ
Gilmar Mendes queria mandar pai e primo de Daniel Vorcaro para casa e comparou a decisão de André Mendonça ao julgamento da Operação Lava Jato.
— É com certa incredulidade e alguma tristeza que me sinto obrigado a registrar que, já há algum tempo, as providências adotadas no presente caso vêm guardando semelhanças que não podem ser ignoradas com as iniquidades da Lava Jato, criticou.
VEIO O TROCO
André Mendonça, o ministro “terrivelmente evangélico”, segundo as pregações do então presidente Jair Bolsonaro (PL) quando de sua indicação, afirmou que “nem de longe vê alguma semelhança” com sua decisão.
— Não é Lava Jato. Este é o caso que estamos julgando. Não é Lava Jato. Eu não prendo para fazer delação. Não dormiria tranquilo se eu fizesse isso, disse.
MAIORIA DECIDIU
Os Vorcaros continuarão presos enquanto prosseguem as investigações sobre agentes infiltrados que, na Polícia Federal, passavam informações à quadrilha.
NEM PENSAR
“Que besteira é essa? De onde isso saiu?” O assunto de uma possível desistência de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a rondar a pré-candidatura do senador, mas o coordenador da pré-campanha, Rogério Marinho (PL-RN), tratou de espantar o tema para não dar “zica”.
CANTILENA ENFADONHA
O presidente Lula da Silva (PT) aproveitou a temperatura amena de 18°C em Évian-les-Bains, na França, onde ocorre a reunião do G7, para criticar “a desigualdade entre países ricos e pobres” e, mesmo sem citar nomes, lembrar que o empresário norte-americano Elon Musk tornou-se, recentemente, o primeiro trilionário do mundo.
– É mais rico do que os 46% mais pobres da população mundial. A extrema concentração de riqueza decorre de décadas de políticas pró-bilionários”, criticou o presidente brasileiro.
SEMELHANTE LADAINHA
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), negou ter recebido R$ 155 milhões do presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro. Falando na terceira pessoa do singular, questionou:
— A quem interessa caluniar o presidente do Congresso Nacional? Quem se beneficia de tentar usar a imprensa para intimidar o chefe do Poder Legislativo? (…) Este não foi um ataque dirigido apenas ao senador Davi Alcolumbre. Foi um ataque ao Senado, ao Poder Legislativo e à sua autonomia, declarou.
O MESMO ENREDO
Alcolumbre usou o mesmo argumento do ministro Alexandre de Moraes quando, recentemente, afirmou que ataques direcionados a ele seriam tentativas de enfraquecer o Poder Judiciário.
PENSE NISSO!
Ganha um compacto simples, em vinil, com a música “Coisinha do Pai” (Almir Guineto, Luiz Carlos e Jorge Aragão) dos dois lados do disco quem apontar um — basta apenas um — assunto que deixará as pessoas, os países e as instituições políticas mais humanizados como resultado da reunião do G7, na França, nestes dias.
Os salamaleques à base de comté, regados a um puro Château Lafite Rothschild, não passam de carta de intenções. Alguém falou em pôr fim às guerras? Alguém descreveu o caminho das pedras para erradicar as organizações criminosas?
Esses e outros problemas continuarão azucrinando as ideias de quem prega um mundo sem fome. Sem líderes mentirosos, dirigentes estriônicos.
Menos G7 e mais multilateralismo com objetivos claros e bem definidos.
Pense nisso!



