A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (23/6), a Operação Miragem contra um suposto esquema de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Digimais, instituição ligada ao bispo evangélico Edir Macedo. A Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.
A decisão também permitiu a quebra de sigilos de outros 17 alvos da operação e o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra nove alvos em São Paulo. Segundo a PF, Edir Macedo não entrou na lista dos mandados de busca porque reside no exterior.

A investigação apura a manipulação de demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira do Banco Digimais. A PF afirma que a suposta manobra buscava criar aparência de solvência para burlar a fiscalização de órgãos de controle e viabilizar operações consideradas irregulares.
A decisão judicial ainda autorizou o sequestro e o bloqueio de bens de Edir Macedo e dos outros nove alvos de busca e apreensão. O valor passa de R$ 670 milhões e, segundo a corporação, corresponde ao ganho patrimonial atribuído à suposta fraude.



