Cidade foi atingida pela cheia do Canal do Goiana e dos rios Tracunhaém e Capibaribe Mirim; 481 pessoas foram acolhidas em abrigos
Cristiane Ribeiro
Publicado em 29/06/2026 às 12:14
| Atualizado em 29/06/2026 às 12:15
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Moradores de Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, têm usado barcos para se locomover nas ruas da cidade após as inundações deste fim de semana. O transporte tem sido fundamental no auxílio às famílias que ainda permanecem ilhadas.
Perdas sucessivas
A equipe da TV Jornal foi até a cidade e a encontrou ainda parcialmente submersa. A água, resultante das inundações do Canal do Goiana e dos rios Tracunhaém e Capibaribe Mirim atingiu os imóveis ainda na manhã do sábado (27). Há casas que somente o telhado ficou de fora.
De acordo com levantamento da Defesa Civil de Pernambuco, 481 ficaram desabrigadas e foram acolhidas em abrigos instalados no município. Essas pessoas enfrentam a segunda perca consecutiva em pouco mais de um mês. Em 1° de maio, fortes chuvas causaram danos graves em 27 cidades de Pernambuco.
“Eu já não tinha nada, e agora perdi o que tinha”, conta um morador que transitava em um barco com mais duas pessoas. O transporte tem sido a única forma de se locomover e levar ajuda a quem ainda está ilhado.
Cidadãos se sentem desamparados
Ao repórter Rodrigo de Luna, ele desabafa o sentimento de desamparo: “o governo do estado e a prefeitura prometeram um auxílio pra gente, mas até agora nada“.
Em outro ponto da cidade, um cidadão perdeu a motocicleta para a enchente. De acordo com ele, a Defesa Civil havia informado que a água não chegaria até onde ele mora, mas chegou. “Nós fomos dormir tranquilos, mas deu 19h e a água tomou conta de tudo”.
Na sala de uma outra residência, moradores de galochas puxam a lama para fora de casa e questionam sobre a assistência que o poder público diz oferecer às famílias. “Eles prometem assistência, mas até agora não chegou um pra oferecer nem um alimento”.







