França e Espanha enfrentam onda histórica de incêndios com 300 mil evacuados

França e Espanha enfrentam onda histórica de incêndios com 300 mil evacuados

Incêndios na França – Reprodição/X/@EmmanuelMacron

Informações do JC

Cerca de 300 mil pessoas tiveram de abandonar suas casas e locais de hospedagem devido aos incêndios florestais que atingem a França e a Espanha desde a última quarta-feira (22).

Impulsionadas por temperaturas elevadas, ventos intensos e um longo período de seca, as chamas já destruíram dezenas de milhares de hectares e mobilizaram milhares de bombeiros e militares nos dois países.

Em publicação nas redes sociais, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o governo irá reconstruir as áreas devastadas e garantiu apoio às vítimas “pelo tempo que for necessário”.

Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez destacou que a prioridade é preservar vidas e alertou que a evolução dos incêndios ainda dependerá das condições dos ventos. Confira mais detalhes a seguir:

França

A situação mais preocupante na França continua concentrada no sudoeste do país, especialmente nas regiões de Gironde e Landes, onde os incêndios seguem avançando em direção à cidade de Bordeaux.

No sábado (25), as autoridades determinaram a retirada de mais 55 mil pessoas, fazendo com que o número de evacuados desde o início dos incêndios chegasse a aproximadamente 250 mil, entre moradores e turistas.

Até o momento, o fogo já devastou ao menos 42 mil hectares de vegetação — uma área equivalente a cerca de quatro vezes o tamanho de Paris —, além de destruir centenas de edificações.

Para conter o avanço das chamas, o governo francês reforçou a operação com milhares de bombeiros, militares e aeronaves especializadas. Entre os equipamentos utilizados está um avião cargueiro A400M adaptado para o lançamento de retardante de fogo. Ao todo, cerca de 1.500 militares foram enviados para auxiliar nas evacuações e proteger imóveis abandonados.

Espanha

Na Espanha, os principais incêndios estão concentrados nos arredores de Madri. Inicialmente separados, alguns focos acabaram se unindo, ampliando a área atingida e dificultando o trabalho das equipes de combate.

Segundo o Ministério do Interior espanhol, quase 60 mil pessoas já precisaram deixar suas casas nas regiões de Madri e Ávila desde o início da emergência. Além disso, outras 28 mil permanecem confinadas por medida de segurança.

Diante da gravidade da situação, o governo espanhol decretou, pela primeira vez, estado de emergência nacional em razão dos incêndios florestais.

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