A disputa entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) chegou à Justiça Eleitoral em meio a acusações sobre a existência de supostas redes de ataques políticos na internet. As duas candidaturas afirmam ser alvo de “gabinetes do ódio” e de ações coordenadas de “milícias digitais”
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) informou ao site g1 que há, atualmente, duas ações cautelares relacionadas à atuação de grupos nas redes sociais. Segundo o tribunal, os dois processos têm como objetivo a “produção e a preservação de provas” e tramitam em segredo de Justiça.

Uma das ações foi apresentada pelo PSB e trata, segundo a classificação feita pelo partido, de “impulsionamento inorgânico de conteúdos” e “formação de um gabinete do ódio”.
A outra foi apresentada pela coligação Pernambuco de Coração, que apoia a candidatura de Raquel Lyra à reeleição. De acordo com o TRE-PE, o processo trata da suposta existência de uma “rede coordenada de disseminação de conteúdo de ataque à governadora”.
As ações judiciais surgem dias após trocas de acusações entre os dois candidatos. No início de agosto, Raquel Lyra registrou boletim de ocorrência após receber diversas transferências com valores de centavos em sua conta bancária.
Ela também denunciou um vídeo falso em que supostamente pedia PIX a eleitores. Ela atribuiu as ações a ação coordenada de adversários políticos, sem citar nomes, a quem ela acusou de integrarem um “gabinete do ódio”.
Dias depois, o TRE mandou um perfil favorável a João Campos remover uma publicação que associa Raquel Lyra ao candidato a presidente Fávio Bolsonaro (PL). A postagem utilizava uma foto manipulada em que a gestora aparece abraçada com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Já na terça-feira (25) TV Record veiculou uma reportagem denunciando uma suposta estrutura de páginas e perfis nas redes sociais utilizada para ataques contra João Campos.
A reportagem apresentou uma gravação em que Amisadai Andrade da Silva, então servidor comissionado do governo de Pernambuco, aparece relatando o funcionamento de uma suposta rede de perfis e falando sobre uma estratégia para “desidratar” João Campos.



