Brega, piseiro, frevo, jazz, rap e MPB fizeram parte das apresentações dos artistas nos palcos do festival, no Rio de Janeiro
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Os pernambucanos Priscila Senna, João Gomes e Amaro Freitas levaram diferentes vertentes da música do estado ao Rock in Rio no último sábado (12).
Brega, piseiro, frevo, jazz, rap e MPB fizeram parte das apresentações dos artistas nos palcos do festival, no Rio de Janeiro.
Compondo a programação da cidade do rock, os artistas apresentaram trabalhos que transitam entre a música popular pernambucana e outras sonoridades brasileiras, além de referências à cultura e à tradição do estado.
Brega na cidade do rock
Priscila Senna levou brega recifense à cidade do rock – @laravalencan
A estreia de Priscila Senna no Rock in Rio marcou a presença do brega recifense no line-up do festival pela primeira vez. No Palco Favela, a cantora apresentou uma produção dedicada à própria trajetória e à valorização do gênero.
“Estou muito feliz de estar aqui representando o brega de Pernambuco, de Recife, pela primeira vez no Rock in Rio”, celebrou a cantora durante a apresentação.
O espetáculo “No Alto da Minha História” revisitou a trajetória de Priscila, dos palcos da periferia do Recife até um dos maiores festivais de música do mundo, combinando música, cenografia, coreografias, figurinos e novos arranjos.
O repertório reuniu sucessos como “Alvejante”, “Novo Namorado”, “Cheio de Vontade”, parceria com Anitta, e “Pote de Ouro”, parceria com Liniker. A cantora também homenageou o Rei do Brega, Reginaldo Rossi, com interpretações de “Leviana”, “Garçom” e “Em Plena Lua de Mel”.
O show aproximou, ainda, o brega da música clássica, com arranjos complementados por instrumentos como piano de cauda, harpa e violinos. A produção musical foi assinada por Júnior Cabeleira, com arranjos complementares de Lucas Corrêa.
Segundo André Gress, diretor criativo e roteirista do show, a construção refletiu a proposta de apresentar o brega em sua essência, sem descaracterizá-lo. “A nossa escolha foi não tentar transformar o brega em outra coisa para caber no Rock in Rio. Pelo contrário: foi mostrar a força que ele já tem”.
O figurino de Priscila contou com três looks, com destaque para a capa que abriu o show. Criada para representar a história da cantora, a peça reuniu referências de Pernambuco, do brega e da família da artista.
Cortejo carnavalesco
Apresentação de João Gomes no Rock in Rio reuniu piseiro, forró e Carnaval – Reprodução/Instagram @meupiseirobrasileiro
João Gomes levou o Carnaval de Pernambuco para o Rock in Rio. O frevo do Galo da Madrugada, a presença do calunga mais emblemático do estado, o Homem da Meia-Noite, e de bonecos gigantes marcaram a apresentação do artista.
O cortejo também reuniu o Boi da Macuca, o Rio Maracatu e personagens como caboclos de lança e La Ursa.
João Gomes recebeu ainda o Maestro Spok no Palco Sunset. Juntos, os dois interpretaram “Frevo Mulher”. A Orquestra do Maestro Oséas também marcou presença na apresentação.
Além das referências carnavalescas, o cantor apresentou alguns de seus principais sucessos, como “Mete Um Block Nele” e “Dengo”.
“Eu sentia que era algo impossível de acontecer comigo e hoje a gente vem trazendo a mesma intenção de mostrar toda uma cultura e dar continuidade a um sonho. Participar de um grande festival de rock como esse é ser mais nordestino ainda”, disse o cantor em vídeo publicado pelo Rock in Rio.
Piano e brasilidades
Amaro Freitas se apresentou no Rock in Rio ao lado de Criolo e Dino – Reprodução/Instagram @rockinrio
Jazz, rap e MPB se encontraram na apresentação do pianista pernambucano Amaro Freitas ao lado do paulista Criolo e do caboverdiano Dino Santiago. O show foi construído como uma homenagem a Milton Nascimento e reuniu diferentes referências da música brasileira.
No repertório, músicas como “Esperança”, “Não Existe Amor em SP” e “Subiusdoistiozin”, de Criolo, dividiram espaço com “Menina do Coco de Carité”, produzida pelos três artistas, e “Sebastiana”, clássico de Jackson do Pandeiro.
A música brasileira também foi reverenciada em versões de “Pérola Negra”, de Luiz Melodia, e “Oceano”, de Djavan.
Durante o espetáculo no Palco Sunset, Criolo ficou responsável pelos vocais, Amaro Freitas pelo piano e Dino Santiago realizou pinturas no palco, incorporando as artes visuais à apresentação musical.



