Governadora questionou redução de impostos para apostas; João defendeu aumento da arrecadação e citou decisão judicial durante embate
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A candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) e o candidato do PSB, João Campos, protagonizaram um embate direto sobre as bets durante o debate da TV Nova, nesta quinta-feira (17). Raquel questionou a redução de impostos para empresas de apostas durante a gestão de João na Prefeitura do Recife e associou o setor a problemas sociais, econômicos e de segurança pública.
“Eu sempre fui contra bets. Fui delegada da Polícia Federal e sei que esse tema é tratado diretamente pelo crime organizado no Brasil. As pessoas estão deixando de comprar comida para fazer uma aposta”, afirmou Raquel.
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Raquel ainda criticou a presença das empresas de apostas em espaços e eventos da capital pernambucana. “O senhor entregou o Recife às bets. Os parques, as praças, as festas, até o Galo da Madrugada, é bet”, apontou.
João respondeu que é pessoalmente contrário às apostas, mas defendeu a mudança na legislação tributária do Recife como uma forma de ampliar a arrecadação municipal após a regulamentação do setor pelo governo federal. “Eu tenho uma posição pessoal contrária à bet, à aposta, a qualquer coisa dessa ordem”, afirmou.
O candidato também destacou o aumento da arrecadação com a atividade. “O Recife arrecadava em seis anos R$ 80 mil por essa atividade. Após a lei, passou a arrecadar R$ 80 milhões”, disse João. Segundo ele, o aumento da receita contribuiu para investimentos realizados pela prefeitura. “Foi graças a essa iniciativa e tantas outras de aumento da economia da nossa cidade que nós duplicamos as vagas de creche do Recife”, afirmou.
Na sequência, João mudou o foco do embate e questionou Raquel sobre uma ação judicial envolvendo uma advogada que, segundo ele, teria relação com uma casa de apostas de Caruaru. “As pessoas ganhavam dinheiro quando falavam bem da candidatura sua e falavam mal da nossa candidatura. Você entrou com a ação contra essa pessoa?”, questionou.
Raquel rebateu a acusação e classificou a fala como uma “ilação irresponsável”. “A gente está falando aqui sobre bets e sobre escolhas. Governar exige maturidade e experiência e você responder pelas suas próprias atitudes”, afirmou.
No último momento do embate, João voltou ao tema e afirmou que uma decisão judicial teria considerado falsa uma afirmação feita anteriormente sobre as bets. “A Justiça acaba de decidir que a afirmação feita sobre as bets é falsa”, disse. Em seguida, citou André Teixeira, primo de Raquel, e afirmou que ele teria autorizado publicidade de uma casa de apostas nos ônibus do Recife. “O que ela acha disso?”, questionou



