Flávio Bolsonaro sai na frente de Lula, e apoios animam o QG da oposição

Flávio Bolsonaro sai na frente de Lula, e apoios animam o QG da oposição


União Brasil e Progressistas foram os primeiros. Depois, Flávio foi a Goiânia, onde recebeu o apoio de Ronaldo Caiado, derrotado no primeiro turno

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FALEI, MAS QUEM NÃO?
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), candidato derrotado ao Planalto, declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) sem fazer reparos às declarações de que o filho de Jair Bolsonaro era um dos “maiores assaltantes do Brasil”.
— Minha gente, eu sou duro com todos. Eu não entro na campanha mole, eu entro na campanha duro. Eu, sim, me excedi nas críticas, mas eu queria ser eleito presidente. Você foi eleito, acabou, você está no segundo turno. Você tem o meu respeito, declarou Caiado.

FUTURO MINISTRO
Flávio Bolsonaro não prometeu cargo a Caiado, mas assegurou que vai se inspirar na segurança pública do Estado de Goiás.
— Quem enfrenta bandido não pode ter medo. Defende redução da maioridade penal, penas duras para chefes de facção e tolerância zero com estupradores. Segurança se faz com autoridade, destacou o candidato do PL.

TORCIDA ORGANIZADA
Manifestantes que conseguiram chegar até a Rua T-34, no Setor Bueno, em Goiânia (GO), gritaram o nome de Caiado para ministro da Segurança Pública. A bancada do agro na Câmara estuda “recomendar” seu nome para ministro da Agricultura. Votos foram poucos [2,18%], mas, com prestígio e a força de Gracinha Caiado (União Brasil), senadora eleita.

E AGORA?
O ministro Gilmar Mendes, do STF, mandou arquivar uma investigação de estupro contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. A apuração começou em março, depois que o deputado Lindbergh Farias (PR-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) acusaram o vice de Flávio de ter mantido relações sexuais com uma adolescente.

CORTINA DE FUMAÇA
Soraya e Lindbergh se negaram a apontar nomes, mas Gilmar Mendes ouviu a Procuradoria-Geral da República e mandou a denúncia para o arquivo por “contradições nos depoimentos”. A acusação dos governistas foi feita em meio ao andamento da CPMI do INSS. Gaspar foi o relator da comissão.

NO CALOR DA CAMPANHA…
…quando reputações são enxovalhadas com denúncias em nome de uma limpeza ética, a primeira-dama, Rosângela da Silva, acusou Flávio Bolsonaro de considerar “aceitável ter um candidato a vice acusado de estupro”.

NÃO É BEM ASSIM
Antes de ver seus candidatos ao Senado e ao governo do Amapá serem destroçados em suas campanhas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), tinha prometido colocar em votação a PEC do fim da escala 6×1. Agora, que tenta a todo custo se agarrar ao cargo, Alcolumbre abre as sessões de debate, mas as votações somente na próxima semana.

BEM COTADA
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), cotadíssima [o superlativo é da coluna] para ocupar a cadeira de presidente do Senado, saiu da reunião da Federação União Progressista [União Brasil e PP] anunciando que haviam fechado questão e que a federação, claro, vai inteira para o colo de Flávio Bolsonaro.
— Decidimos, por unanimidade, o apoio no segundo turno ao presidente Flávio Bolsonaro. E também houve um fechamento de questão, anunciou. Na prática, os dois partidos vão punir quem não seguir a decisão.

STF PAZ E AMOR!
Em um só dia, ministros do STF e o procurador-geral da República deram decisões que em nada se equiparam à beligerância da toga antes do primeiro turno.

DE UMA TACADA SÓ…
…Gilmar Mendes arquivou a representação contra o candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar; Alexandre de Moraes autorizou a progressão da pena de Débora do Batom, e a PGR deu parecer favorável a que Flávio visite o pai. Como a coluna vinha dizendo: é só arrochar…

DE ÚLTIMA HORA

Faltou gente. Não houve quórum suficiente para que o Senado começasse, ontem, a votação da PEC 6×1. O governo não mobilizou suas bancadas.

PENSE NISSO!
Flávio e Lula confirmaram presença nos debates programados antes do segundo turno. É a notícia de que tanto necessitava o eleitor.

De repente, pairou um marasmo de ideias sobre o país. Era uma acusação aqui, uma denúncia acolá. Um palavrão e outra provocação.

Agora, não. Agora, espera-se que, no confronto tête-à-tête, com direito a réplica e tréplica, não haja como escapar nem escorregar.

Enfim, que se discuta o país.

Pense nisso!

 

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