O presidente já disse mais de uma vez que a primeira-dama “tem muito a contribuir na campanha”. Logo, a reunião de avaliação perdeu seu objetivo
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BARRACO NO QG DE LULA
A ex-senadora Kátia Abreu (PT-TO), coordenadora da campanha de Lula da Silva (PT) no estado, foi à reunião da campanha, fez suas considerações e acabou aplaudida ao pedir “menos Janja” e mais Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice.
LUGAR DE FALA
A coluna apurou que Kátia Abreu teria dito, durante reunião fechada, que “por ser mulher” poderia fazer as críticas à primeira-dama. A ex-senadora listou alguns episódios que, segundo ela, tiram votos do petista, como quando ela cantou música gospel nos comícios de Lula e xingou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) de “piá de bosta”.
JÁ FOI O PESADELO DO PT
Filiada ao DEM, Kátia Abreu foi relatora do projeto que acabou com a CPMF, conhecida como “imposto do cheque”, em 2007. Depois fez as pazes com o poder e tornou-se ministra da Agricultura do governo Dilma Rousseff (PT), quando já estava filiada ao MDB.
ESTRATÉGIA DO AVESTRUZ
O senador Humberto Costa (PT-PE) não acredita que a oposição vá colocar gosto ruim para aprovar a PEC do fim da escala 6×1 e defendeu que o calendário seja concluído antes do segundo turno das eleições.
— Essas propostas tramitam no Congresso Nacional há décadas, apenas elas andaram num rito muito lento. Não foram aprovadas porque nós não tivemos correlação de forças suficientes, ressaltou.
AGORA OU NUNCA
Com razão, o senador petista diz que “quando passar a eleição” as “forças conservadoras” vão atuar para que a PEC seja aprovada. “Por isso, este é o melhor momento”, acredita.
BRIGA INSTITUCIONAL
Ao atravessar a praça dos Três Poderes e ir se encontrar com o presidente do STF, Edson Fachin, o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, disse ao chefe do Judiciário que um possível governo do filho de Jair Bolsonaro não será um caça às bruxas contra ministros da Corte.
ASSIM, DE CHOFRE…
Marinho já recebeu feedbacks vindos do STF. É que ministros fizeram chegar aos ouvidos do senador potiguar que três pontos são inegociáveis em qualquer reforma do Judiciário: “impeachment”, aposentadoria compulsória e aumento de cadeiras.
NOVO VELHO LEMA
A um integrante do seleto grupo que compartilha de algumas previsões do desenrolar da campanha, Lula disse que “Janja sempre terá papel na campanha” e que espera que o novo lema “saia do papel”: “Para o trabalhador, proteção. Para o bandido, prisão”.
TEM UM EMBATE PELA FRENTE
Lula mandou seus líderes no Congresso Nacional e no Senado “apertarem o passo” com a votação da PEC da escala 6×1. O presidente quer saber como Flávio Bolsonaro vai se posicionar diante da votação da medida.
DEU CHABU
O advogado-geral da União, Jorge Messias, “inventou” de provocar uma investigação da Polícia Federal sobre a tal “intervenção americana”. A PF “deletou” a manifestação de Messias, “por ausência de materialidade”.
PENSE NISSO!
Mais Ibura e menos Asa Norte. E eu explico. A campanha presidencial de Lula tratou o eleitor como um absoluto imbecil. Você acha mesmo que dona Maria, de Ibura de Baixo, no Recife, perde o sono quando escuta Lula falar em país soberano ou que amanhã é dia de ir à birosca mais próxima, comprar uns “mantimentos” e saber que vai fazer as mesmas compras por um preço maior?
É claro que o morador da Asa Norte, bairro de classe média de Brasília, repleto de servidores públicos que sabem que estão com o burro na sombra, fica excitado quando o assunto é uma suposta intervenção norte-americana no território brasileiro.
Por isso, a Asa Norte quer Lula batendo o pau na mesa e desafiando seu inimigo imaginário, Donald Trump, chamando-o para o ringue da desavença.
Dito isso, vem o filho mais velho do presidiário, por uma tentativa de golpe de Estado, e aqui não se discute se houve ou não esse planejamento todo, mas Flávio fica prometendo que seu primeiro ato será a anistia aos envolvidos nos crimes de 8 de Janeiro.
É claro que o ministro Alexandre de Moraes, do STF, inventou essa lorota de golpe, logo “comprada” pelos operadores do direito e absolvida pelas análises de boa parte da imprensa ávida por um “case”, deram-se as mãos. Mas também não é plausível que um chefe de Estado tenha a anistia paterna como meta prioritária.
Flávio tem que tratar na psicanálise seu complexo de Édipo e cuidar de tirar o país do atoleiro em que se encontra.
Pense nisso!



