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Aloizio Mercadante era ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff quando, num desabafo em 19 de março de 2015, disse que para vencer a eleição de 2014 “fomos longe demais”. Naquele ano, ao tomar posse, a presidente Dilma Rousseff também confessou: “Podemos fazer o diabo na hora da eleição, mas, no exercício do mandato, temos que nos respeitar, pois fomos eleitos pelo voto direto”, disse Dilma. A frase se junta a uma das mais célebres preferidas por Agamenon Magalhães (1887–1952) para quem “em eleição, feio é perder.”
Nesta terça-feira (13) o presidente Lula deu um novo significado à palavra “Prosperidade” materializando um pacote de medidas que no passado, certamente, envergonharia os petistas raiz pelo gesto desesperado do presidente na luta para um quarto mandato. Prosperidade foi incorporada pela campanha de Lula depois que seu adversário Flávio Bolsonaro prometeu criar o Ministério da Prosperidade.
Além do limite
O presidente e a campanha, aparentemente, estão dispostos a ir aonde for necessário, fazer o diabo para não passar pelo constrangimento de perder a eleição. E nesse contexto, a palavra propriedade virou uma espécie de mantra para definir uma ação a ser desenvolvida no próximo governo petista de modo a mirar um futuro melhor.
A palavra propriedade faz referência ao termo Teologia da Prosperidade, uma doutrina que ensina que a riqueza material e a saúde física são sinais diretos do favor de Deus, conquistados por meio da fé, da “confissão positiva” e de doações financeiras.
Prosperidade
O que se chama hoje de Teologia da Prosperidade surgiu nos Estados Unidos em meados do século XX e ganhou força no Brasil a partir dos anos 1970 e 1990 com a expansão do neopentecostalismo. Igreja Universal do Reino de Deus, a Igreja Internacional da Graça de Deus e a Igreja Mundial do Poder de Deus. O PT sempre esteve distante desse grupo social e a adoção da expressão não guarda relação religiosa, como, aliás, Flávio Bolsonaro também.
Na reta final da campanha, o presidente Lula ontem agregou o termo à sigla Microempreendedor Individual para anunciar o perdão das dívidas tributárias de todos os MEIs inscritos na dívida ativa da União. São 3,6 milhões de pessoas beneficiadas, com impacto fiscal de R$ 12,6 bilhões. O presidente enviou um projeto que precisa passar pelo Congresso.
Comprar dívidas
Lula também lançou uma linha específica do Desenrola 3.0 para comprar dívidas de MEIs, como forma de reduzir os valores ao custo estimado de R$ 6 bilhões em débitos e prometeu forçar o Congresso a aprovar o aumento do teto do MEI, que está em tramitação no Congresso. O projeto em discussão eleva o teto de R$81 mil para R$140 mil por ano.
Finalmente, Lula também anunciou o Pix MEI, um crédito direto de R$ 5 mil para o microempreendedor inscrito com promessa de pagamento no ano que vem. Não há informação sobre o custo disso, mas, considerando que existem registrados 12 milhões de MEIs, podemos pensar em alguma coisa em torno de R$ 60 bilhões, o mesmo valor de todas as emendas parlamentares previstas no OGU de 2026.
Busca do eleitor
É difícil saber qual o impacto das medidas na hora do eleitor votar em 25 de outubro, embora possa-se inferir que, para os 3,6 milhões de MEIs que hoje estão inscritos na Procuradoria da Fazenda Nacional (PGFN), isso possa ser um motivo para votar no candidato do PT. Embora exista o risco de que uma grande parte deles já vote em Lula.
O problema desse pacote de bondades que se junta ao que o presidente já vem anunciando desde janeiro e que não lhe ajudou a ir para o segundo turno é tornarem um novo governo tão caótico que a fragilidade que o PT tem no Congresso possa tornar a administração ingovernável.
Governador o caos
O problema não é Lula prometer o que está prometendo e fazer o que está fazendo. O problema é ele governar o país numa condição de fragilidade congressual que a sua correlação de forças obteve depois da abertura das urnas em 4 de outubro.
Já se sabe que Lula e sua equipe precisarão tomar medidas duras decorrentes do que fizeram em 2026 para ganhar a eleição. Resta saber o que restará do país para ele governar. Mas ele fará o que puder para vencer Flávio Bolsonaro. O futuro do Brasil não está mais nas suas preocupações. Em nome da prosperidade, o presidente definitivamente entrou no modo Agamenon Magalhães.
Biometano na B3
A Diretoria da ANP aprovou o credenciamento da B3 S.A. como entidade registradora de Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB). Com a aprovação da B3 S.A., o mercado passa a contar com três entidades registradoras habilitadas (a ACX Brasil S/A e o Instituto Totum de Desenvolvimento e Gestão Empresarial Ltda. já estavam credenciados.
O Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB) é um certificado, criado no âmbito do Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano que representa e comprova os atributos ambientais do biometano, garantindo sua rastreabilidade desde a produção até a comercialização.
Obras no Galeão
A Aena Brasil, nova concessionária do Aeroporto Internacional do Galeão anunciou R$ 1 bilhão em investimentos privados em empreendimentos comerciais nos próximos três anos. De janeiro a agosto, o Galeão movimentou 12,67 milhões de passageiros, alta de 10,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo internacional chegou a 4,32 milhões de passageiros, crescimento de 13,8%.
Diretor do BNB
O novo diretor de Negócios do Banco do Nordeste (BNB), Vicente Bandeira de Aquino Neto, tomou posse nesta terça-feira, 13. O executivo já exerceu os cargos de assessor especial da Presidência do BNB entre 2018 e 2019, de conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), de 2019 a 2020, e foi membro do Conselho Diretor da Anatel, de 2020 a 2025.
Hotel & Food NE
A 8ª edição da HFN – Hotel & Food Nordeste, que acontecerá de 4 a 6 de novembro de 2026, das 14h às 21h, no Pernambuco Centro de Convenções, reunindo empresários, profissionais, compradores e fornecedores terá, de forma integrada à Super Mix 2026, ampliando o alcance dos dois eventos e criando um ambiente único de conexão entre indústria, fornecedores, varejo, food service, hotelaria e o o Gourmet Experience, que reúne gastronomia, demonstrações e experiências para bares e restaurantes com realização da Abrasel/PE.
Green Paperless
A Green Paperless, empresa pernambucana, está de casa nova no Rio de Janeiro. Neste mês de outubro, a healthtech passou a ocupar um espaço no Palácio Austregésilo de Athayde, localizado na Avenida Presidente Wilson, nº 231, no Centro da cidade.
Integrante do Ecossistema MV, a Green Paperless é uma empresa com mais de 15 anos de mercado especializada em promover a transformação digital e a eliminação do uso de papel em instituições de saúde. Atualmente, a companhia tem mais de 400 clientes no Brasil e está presente em mais de 160 negócios do setor de saúde na Guatemala, Panamá, Uruguai e Costa Rica.
HospitalMed
Pelo 14º ano consecutivo, o Pernambuco Centro de Convenções recebe a HospitalMed, uma das principais feiras do setor médico-hospitalar do Norte e Nordeste. A edição de 2026 ocupa 19 mil metros quadrados e reúne cerca de 300 expositores, movimentando negócios e colocando o equipamento de eventos no centro do calendário de saúde do setor.
O Cecon também vem ampliando sua presença na área com a realização de congressos. Em novembro, por exemplo, será palco do XXXI Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva (CBMI 2026).


