Segundo a primeira-dama dos Estados Unidos, o cessar-fogo abrange áreas além de Oleshky, a fim de facilitar a passagem segura de comboios humanitários
por Estadão Conteúdo
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Rússia e Ucrânia começaram a implementar um cessar-fogo localizado em uma cidade devastada no sul da Ucrânia nesta terça-feira, 27, antes de uma missão humanitária planejada que, segundo a Casa Branca, foi mediada pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. Enquanto isso, Moscou manteve seus ataques com mísseis contra outras cidades.
A trégua humanitária na cidade de Oleshky e em seus arredores, ocupados pela Rússia, é uma operação de alto risco para Moscou e Kiev, que estão igualmente empenhados em conquistar a simpatia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após quatro anos e meio de guerra. Tentativas anteriores de estabelecer um cessar-fogo limitado fracassaram rapidamente ou sequer chegaram a se concretizar devido à desconfiança entre Rússia e Ucrânia.
Ao anoitecer, o representante ucraniano para os direitos humanos Dmytro Lubinets, afirmou que nenhum dos lados havia registrado violações.
UKRAINE & RUSSIA HONOR OLESHKY CEASEFIRE AGREEMENT Both nations have upheld their obligations pursuant to the humanitarian mission, as of 5:30pm Kyiv time on October 27, 2026. Dmytro Lubinets, Ukrainian Parliament Commissioner for Human Rights, has confirmed. MELANIA TRUMP (@MELANIATRUMP) October 27, 2026
Melania Trump afirmou, em uma publicação na rede social X, que o cessar-fogo começou dois dias antes do previsto inicialmente, “para proteger a segurança dos civis e facilitar a entrega de ajuda humanitária essencial”. Ela não deu mais detalhes sobre essas considerações.
Segundo ela, o cessar-fogo abrange áreas além de Oleshky, a fim de facilitar a passagem segura de comboios humanitários.
Enquanto isso, o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, conversaram por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, informaram autoridades. Essa foi a primeira conversa direta conhecida entre eles desde pouco depois do início da invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022.
Diversas autoridades ocidentais acusam Putin de orquestrar uma campanha de desestabilização em toda a Europa e têm procurado isolar diplomaticamente o líder russo.


