DISPUTA
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Anúncio surpreendeu o ministro de Portos e Aeroportos, Silvo Filho, que tinha uma base de apoio no município e via Erivaldo como um aliado
Letícia Mendes
Publicado em 29/04/2025 às 11:01
| Atualizado em 29/04/2025 às 11:05
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Apoios políticos para as eleições de 2026 já começam a repercutir no cenário pernambucano. A movimentação mais recente ocorreu no último final de semana, quando o prefeito de Lajedo, no Agreste, Erivaldo Chagas (Republicanos), oficializou seu apoio ao deputado federal Felipe Carreras (PSB).
O anúncio surpreendeu o deputado federal licenciado e então ministro de Portos e Aeroportos, Silvo Costa Filho (Republicanos), que tinha uma base de apoio no município e via Erivaldo como um aliado certo para o próximo pleito.
Chama atenção que Sílvio e Carreras fazem parte do mesmo grupo político, ambos aliados do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Ao JC, o deputado federal Felipe Carreras afirmou que essa troca de apoios entre deputados é ‘comum da natureza política’. “Eu tenho uma relação excelente com o ministro Silvio Costa Filho. Sobre o tema, isso vem sendo conversado não só de agora, mas já tem tempo, desde o ano passado. E deputado, vereador, parlamentar não rejeita apoio. Então, eu encaro como algo natural do processo político”, comentou o parlamentar.
Ao ser questionado sobre um possível incômodo do ministro Silvio Filho com a aliança, Carreras disse que cada um encara de um jeito. “Cada um dá a temperatura que ache necessária. Eu não tenho a comentar sobre isso”, disse.
Além disso, nos bastidores circularam informações de que o prefeito João Campos teria tentado intermediar esses acordos nas bases políticas. Carreras desmentiu.
“João não tem nada a ver com isso. Nada. Eu não tratei esse assunto com João. Isso foi uma relação minha com o próprio prefeito [de Lajedo]. Eu não sei por que estão misturando as coisas. Não sei qual o interesse que está por trás disso, de querer envolver o João nisso”, rebateu Felipe Carreras.
João Campos apela pelo consenso
O prefeito do Recife, João Campos, chegou a comentar sobre essas mudanças de apoios durante o Congresso da Amupe, nessa segunda-feira (28), em conversa com a imprensa. João apelou pelo ‘apaziguamento’ e consensos entre as decisões.
“O ministro Silvio é um um amigo, um aliado político, uma pessoa que eu tenho um estima muito grande. A gente sabe que nesse esse momento de construção de candidaturas proporcionais, é natural ter enfrentamentos na base de uma cidade, um apoio, um voto e é normal isso, em certas circunstâncias, gerar um acirramento ali na disputa de voto federal”, disse João Campos.
“Então, é importante a gente compreender o lugar dos outros. E principalmente está aqui para ajudar, então o papel nosso, assim como do ministro também, é de buscar estar apaziguando e buscando consensos”, complementou.
Continua na chapa?
A continuidade de Silvio no grupo de João ainda não é certeza no bastidores políticos. O ministro, que também tem uma boa relação com a governadora Raquel Lyra (PSD), pretende disputar uma vaga no Senado e ainda precisa saber qual chapa vai lhe dar essa oportunidade.
Por meio das redes sociais e durante o 8° Congresso da Amupe, Silvio Filho fez questão dizer que só tomará uma decisão na hora certa e que ‘2026 ainda está longe’.
“O Republicanos está determinado a fortalecer uma grande chapa de deputados federais, para eleger de quatro a cinco deputados federais, vamos eleger de cinco a seis deputados estaduais, porque temos uma chapa competitiva. Nós temos muita confiança de que o Republicanos estará disputando uma eleição majoritária agora no ano de 2026. Naturalmente, esse nosso projeto, o projeto do partido, passará sob orientação do presidente Lula”, afirmou o ministro em conversa com a imprensa.




