A população desocupada (6,3 milhões) recuou 17,4% (ou menos 1,3 milhão de pessoas) no trimestre e caiu 15,4% (menos 1,1 milhão de pessoas)
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A taxa de desocupação no Brasil para o trimestre de abril a junho de 2025, foi de 5,8%, a menor taxa já registrada na série histórica, iniciada em 2012. A taxa, que representou uma redução de 1,2 ponto porcentual (p.p) em relação ao trimestre anterior, atende a um padrão sazonal, mas também está relacionada ao crescimento sustentável da população ocupada, explica Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“O crescimento sustentável da população ocupada, tanto via trabalhadores formais quanto informais, tem se mostrado capaz de se superar a cada trimestre”, disse durante coletiva.
A população desocupada (6,3 milhões) recuou 17,4% (ou menos 1,3 milhão de pessoas) no trimestre e caiu 15,4% (menos 1,1 milhão de pessoas) no ano.
A queda do indicador foi de 1,1 p.p frente ao mesmo trimestre do ano anterior (6,9%). A especialista explica que, historicamente, no primeiro trimestre, há uma expansão do indicador da desocupação pela dispensa de trabalhadores temporários e à medida que o ano avança, a taxa, de fato, tende a retrair pela criação de mais ocupação em diversas atividades.
ATIVIDADES
Dos dez grupamentos de atividade investigados pela Pnad Contínua, apenas Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais registrou crescimento na ocupação frente ao trimestre móvel anterior (janeiro a março de 2025). “Os serviços de Administração Pública incorporam a sazonalidade do serviços de educação pública, que contribuíram muito significativamente para a expansão dada a entrada de concursados em substituição ou complementaridade a trabalhadores temporários.”
O número de empregados no setor público (12,8 milhões), expandindo-se tanto no trimestre (5,0%) quanto no ano (3,4%), estabeleceu recorde da série histórica da pesquisa.
Apesar dos demais grupamentos não apresentaram variação significativa, a Indústria reverteu a tendência de queda apresentada no trimestre anterior.
A indústria geral aumentou seu contingente de trabalhadores em 4,9%, ou mais 615 mil pessoas.
Os resultados já incorporam a série histórica reponderada de acordo com os novos dados populacionais, obtidos através do Censo Demográfico de 2022.
A população ocupada (102,3 milhões) foi recorde da série histórica, crescendo nas duas comparações: 1,8% (mais 1,8 milhão) no trimestre e 2,4% (mais 2,4 milhões) no ano.
O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) repetiu o recorde ocorrido no trimestre encerrado em novembro de 2024: 58,8%, subindo nas duas comparações: 0,9 p.p. no trimestre (57,8%) e 1,0 p.p. (57,8%) no ano.



