Em um ano, o número de terminais em operação no estado saltou de 976 mil no primeiro trimestre de 2024 para 1,42 milhões no mesmo período de 2025
JC
Publicado em 03/09/2025 às 21:06
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No bolso dos ambulantes, nas mesas de restaurantes e nos balcões de pequenas lojas, uma revolução silenciosa e hipercompetitiva está em curso. Longe dos holofotes, o mercado de máquinas de cartão vive uma expansão acelerada, transformando a forma como se compra, se vende e se relaciona com o dinheiro em Pernambuco.
Dados do Banco Central ilustram a dimensão desse boom. Em apenas um ano, o número de terminais em operação no estado saltou de 976 mil no primeiro trimestre de 2024 para 1,42 milhões no mesmo período de 2025. O crescimento expressivo de 46% demonstra que a concorrência acirrada entre os fornecedores é o motor principal por trás desse crescimento.
Em Pernambuco, o Sicredi registrou um aumento de 111% na base de equipamentos ativos no estado, na comparação entre o primeiro semestre deste ano e o mesmo período de 2024. A disputa por cada cliente força a redução de tarifas, a melhoria dos serviços e o desenvolvimento de tecnologias mais acessíveis, beneficiando diretamente o comerciante.
Para especialistas, esse fenômeno é crucial para a formalização e a inclusão financeira de micro e pequenos empreendedores, que ganham acesso a um sistema antes restrito a empresas de grande porte. “O mercado está cada vez mais competitivo, elevando a demanda por soluções práticas, acessíveis e adequadas a empresas de todos os portes”, afirmou Jussara Marques, analista de Desenvolvimento de Negócios da Central Sicredi Nordeste.
O movimento é impulsionado pela digitalização dos pagamentos e pela necessidade de soluções práticas. “Muitas pessoas ainda não entendem que esse segmento é essencial para a inclusão financeira, principalmente dos pequenos negócios, permitindo que empreendedores e comerciantes informais aumentem suas vendas e se integrem à digitalização”, indicou.



