Em solenidade de posse, novo presidente do TJPE ressalta o desafio de promover a transformação digital do Tribunal

Em solenidade de posse, novo presidente do TJPE ressalta o desafio de promover a transformação digital do Tribunal


Desembargador Francisco Bandeira de Mello quer avançar na área de IA gerativa e de automação dos fluxos de tramitação do processo judicial eletrônico

Por

JC


Publicado em 02/02/2026 às 19:39
| Atualizado em 02/02/2026 às 21:06

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O novo presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o desembargador Francisco Bandeira de Mello, tomou posse do cargo em sessão solene realizada nesta segunda-feira (2), na Sala de Sessões Des. Antônio Brito Alves (Salão do Pleno), no 1º andar do Palácio da Justiça, no bairro de Santo Antônio, no centro do Recife. A nova Mesa Diretora comandará a Corte no biênio 2026/2028. A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD); o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula (PSD); e o prefeito do Recife, João Campos (PSB); e o presidente da Alepe, Álvaro Porto (PSDB), participaram da solenidade.

“A nossa expectativa é de continuar avançando. O Tribunal de Justiça de Pernambuco tem avançado e, no último ano, nós alcançamos todas as metas do Conselho Nacional de Justiça. É um processo de evolução histórica que deve ser continuado e, para tanto, nós imaginamos buscar sempre racionalizar o tanto quanto possível a alocação de recursos de mão-de-obra, tanto de servidores quanto de magistrados. Precisamos avançar na tarefa de transformação digital que começou anos atrás com a utilização do processo judicial eletrônico em substituição ao hoje antiquíssimo processo físico, que, graças a Deus, já exaurido no âmbito de Pernambuco”, declarou o novo presidente do TJPE, Francisco Bandeira de Mello.

De acordo com o desembargador, ainda no âmbito tecnológico, o objetivo agora é dar um novo passo rumo à transformação digital. “Ainda precisamos de muitos avanços para concretizar essa transformação digital do TJPE. Avanços, sobretudo, nas áreas de inteligência artificial gerativa e de automação dos próprios fluxos de tramitação do processo judicial eletrônico para que ele seja mais do que um processo físico digitalizado, e sim um processo efetivamente eletrônico, no sentido de que seja capaz de absorver as vantagens que as automações proporcionam, liberando com isso mão de obra de servidores para desempenhar atividades que exijam efetivamente juízo de valor e exijam cognição humana”, destacou.

A governadora Raquel Lyra felicitou a nova diretoria do TJPE. “Em nome do Governo de Pernambuco, desejo êxito nos trabalhos ao presidente Francisco Bandeira de Mello e toda nova mesa do Tribunal de Justiça de Pernambuco para que este biênio seja marcado por equilíbrio, compromisso público e avanços na justiça. O que o povo espera das nossas instituições é justiça, eficiência e compromisso com o interesse público. Que todas as instituições possam trabalhar unidas com o mesmo propósito de melhorar a vida das pessoas. Agradeço também ao desembargador Ricardo Paes Barreto, que conduziu o TJPE com serenidade e compromisso institucional”, disse.

Além do presidente do TJPE, Francisco Bandeira de Mello, também tomaram posse os demais integrantes da Mesa Diretora: os desembargadores Alberto Nogueira Virgínio, como 1º vice-presidente; Fausto de Castro Campos, para a 2ª Vice-Presidência; e Alexandre Guedes Alcoforado Assunção, no cargo de corregedor-geral da Justiça.

A nova Mesa Diretora foi eleita em sessão extraordinária do Pleno do TJPE, realizada no dia 3 de novembro.

Missa em Ação de Graças

Como parte da programação para a posse, a nova Mesa Diretora do TJPE participou da celebração de uma missa em Ação de Graças, realizada na manhã desta segunda-feira (2), na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, no Recife. A missa foi presidida pelo padre Arlindo Laurindo de Matos Jr., pároco de Tamandaré, e contou com a participação do Coral do TJPE.

Celebração religiosa marcou início da programação para a posse da nova Mesa Diretora do TJPE – Assis Lima / Ascom TJPE

Durante a homilia, o padre Arlindo destacou a relação indissociável entre justiça e misericórdia no exercício da magistratura. “Entre a misericórdia e a justiça? Escolham a justiça, disse o Papa Bento XVI, porque é impossível uma justiça autêntica e verdadeira sem ser um ato de misericórdia. Os senhores começaram da maneira correta, acreditando na graça de Deus”, afirmou.



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