Moraes autoriza prisão domiciliar para Bolsonaro durante 90 dias

Moraes autoriza prisão domiciliar para Bolsonaro durante 90 dias


O ministro Alexandre Moraes autorizou a transferência temporária de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar, após quadro de broncopneumonia

Por

JC


Publicado em 24/03/2026 às 16:05

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência temporária de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar por 90 dias, para que o ex-presidente se recupere de uma broncopneumonia.

A decisão aconteceu após uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) em favor da flexibilização do regime. Após o período determinado, o ministro vai avaliar se ele deve ou não continuar em prisão domiciliar.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Papudinha por tentativa de golpe de Estado e está internado no Hospital DF Star, em Brasília, desde o dia 13 de março, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana.

Segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira (24), apesar de apresentar melhora clínica, ele segue no hospital com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar.

Desde o decreto da sua prisão domiciliar, em agosto de 2025, o ex-presidente já foi internado sete vezes e recebeu mais de 140 atendimentos médicos na Papudinha.

Regras da prisão domiciliar temporária

Moraes ressaltou que Bolsonaro deverá usar tornozeleira eletrônica e está proibido de usar celular e redes sociais. Também não poderá gravar vídeos e áudios, seja diretamente ou por intermédio de terceiros.

Além das visitas permanentes dos filhos, de advogados e médicos, o ex-presidente também não poderá receber visitas. Ele cumprirá a domiciliar em sua residência em Brasília, onde moram a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, uma filha e uma enteada de Bolsonaro.

“Determino a suspensão de todas as demais visitas pelo prazo de 90 dias, correspondente ao período de recuperação do custodiado, para resguardar o ambiente controlado necessário, principalmente para se evitar o risco de sepse e controle de infecções, conforme anteriormente salientado”, explicou o ministro.

O ministro também proibiu quaisquer acampamentos, manifestações ou aglomerações em um raio de 1km da residência do ex-presidente.

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