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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, criticou, nesta quarta-feira (25), as várias facções do conflito em andamento no Oriente Médio, dizendo que a luta “ultrapassou limites que até os líderes achavam inimagináveis”.
Ele pediu especificamente aos EUA e a Israel, cujos ataques conjuntos no mês passado iniciaram a guerra contra o Irã, que encerrem os combates, pois “o sofrimento humano se aprofunda, as baixas civis aumentam e o impacto econômico global é cada vez mais devastador”.
Guterres acrescentou: “Minha mensagem para o Irã é que pare de atacar seus vizinhos”.
Ele também anunciou a nomeação de um enviado pessoal para liderar os esforços da organização mundial no conflito e os recentes esforços de paz que estão em andamento.
CASA BRANCA
A Casa Branca, por sua vez, afirmou que os Estados Unidos estão próximos de alcançar seus objetivos na operação militar contra o Irã, enquanto mantém canais de diálogo abertos com Teerã. Segundo a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, as forças americanas estão “adiantadas em relação ao cronograma” com redução recente dos ataques iranianos com mísseis balísticos e drones.
Em coletiva de imprensa, Leavitt disse que o governo iraniano “quer conversar” e que o presidente Donald Trump está disposto a ouvir, destacando que negociações que ocorreram nos últimos três dias têm sido “produtivas”. Ainda assim, ressaltou que “nenhuma negociação de paz deve ser considerada oficial neste momento” e negou que Teerã tenha rejeitado formalmente propostas recentes.
A porta-voz alertou que, caso o Irã “não aceite a realidade de que foi derrotado”, Trump poderá retaliar “com mais força”, acrescentando que o país persa “não deve errar novamente em seus cálculos”. Ela voltou a pontuar um horizonte de quatro a seis semanas para a operação.
PLANO DOS EUA
Sobre relatos de um plano de 15 pontos para o Irã, Leavitt afirmou que a Casa Branca nunca confirmou sua veracidade integral, embora haja “elementos de verdade” nas informações divulgadas. No front doméstico, a secretária avaliou que eventuais altas temporárias nos preços de combustíveis devem se reverter, enquanto o governo segue monitorando impactos do conflito. “Os EUA estão trabalhando em soluções criativas para os preços do petróleo”, disse, sem dar detalhes.
Questionada sobre a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, disse que ainda não há clareza sobre quando ocorrerá a normalização.
Leavitt também informou que Trump viajará a Pequim para se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, nos dias 14 e 15 de maio – encontro que foi adiado após o início da guerra entre EUA Israel e Irã.


