Quaest: Flávio Bolsonaro supera Lula no 2º turno pela primeira vez, aponta pesquisa

Quaest: Flávio Bolsonaro supera Lula no 2º turno pela primeira vez, aponta pesquisa

Na simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro ficou à frente de Lula pela primeira vez – Ricardo Stuckert/PR e Edilson Rodrigues/Agência Senado

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que o presidente Lula (PT) mantém a liderança na simulação de primeiro turno para a eleição presidencial de 2026. No entanto, o levantamento traz um dado inédito: pela primeira vez, Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente de Lula em um cenário de segundo turno, embora os dois estejam tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

No primeiro turno, Lula registra 37% das intenções de voto, cinco pontos percentuais acima de Flávio Bolsonaro, que marca 32%. O restante do campo se fragmenta entre outros pré-candidatos, com nenhum deles chegando a dois dígitos. Veja o resultado:

  • Lula (PT): 37%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 32%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 6%
  • Romeu Zema (Novo): 3%
  • Augusto Cury (Avante): 2%
  • Renan Santos (Missão): 2%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 1%
  • Samara Martins (UP): 1%
  • Aldo Rebelo (DC): 0%
  • Indecisos: 5%
  • Branco/Nulo/Não vai votar: 11%

Flávio supera Lula no segundo turno

Pela primeira vez, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula em uma disputa direta, nesta pesquisa Quaest. Os dados de abril marcam uma virada em relação ao início do monitoramento, em agosto de 2025, quando o petista liderava com folga.

Em março, os dois estavam empatados numericamente, com 41% cada. Agora em abril, Flávio abriu uma diferença de dois pontos, chegando a 42% contra 40% de Lula, ainda dentro da margem de erro, mas registrando pela primeira vez uma superação numérica do petista pelo senador do PL desde o início do monitoramento. Veja os números:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 42%
  • Lula (PT): 40%
  • Branco/Nulo/Não vai votar: 16%
  • Indecisos: 2%

Lula x Romeu Zema

Nesta simulação, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), segue distante do petista, que se manteve estável em relação a março, quando também marcava 43%. Zema, por outro lado, avançou quatro pontos, saiu de 32% para 36%, reduzindo a distância em relação ao petista na comparação com o mês anterior. Veja os números:

  • Lula (PT): 43%
  • Romeu Zema (Novo): 36%
  • Branco/Nulo/Não vai votar: 17%
  • Indecisos: 4%

Lula x Ronaldo Caiado

O governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) também aparece como adversário distante de Lula no segundo turno. O atual presidente Lula recuou um ponto em relação a março, quando marcava 44%. Caiado avançou três pontos — de 32% para 35% —, aproximando-se ligeiramente do petista na comparação mensal. Veja os números:

  • Lula (PT): 43%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 35%
  • Branco/Nulo/Não vai votar: 18%
  • Indecisos: 4%

Lula x Renan Santos

Neste cenário envolvendo o candidato do Movimento Missão, Renan Santos, Lula avançou um ponto em relação a março, quando marcava 43%. Renan, por sua vez, se manteve estável, com os mesmos 24% de março. O índice de brancos e nulos recuou de 30% para 27%. Veja os números:

  • Lula (PT): 44%
  • Renan Santos (Missão): 24%
  • Branco/Nulo/Não vai votar: 27%
  • Indecisos: 5%

Lula x Augusto Cury

Este é o cenário mais recente a ser testado pela Quaest e aparece pela primeira vez nesta rodada de abril de 2026. Augusto Cury, pré-candidato pelo Avante, foi apresentado recentemente como possível nome na disputa presidencial e, agora, passa a ser testado em simulações de segundo turno.

A estreia de Cury nos cenários de segundo turno já indica uma limitação eleitoral significativa: menos de um quarto do eleitorado votaria nele em uma disputa direta com Lula. O volume de brancos, nulos e abstenções, 28%, é o mais elevado entre todos os cenários de segundo turno testados na pesquisa.

  • Lula (PT): 44%
  • Augusto Cury (Avante): 23%
  • Branco/Nulo/Não vai votar: 28%
  • Indecisos: 5%

A pesquisa Quaest foi a campo entre os dias 9 e 13 de abril, entrevistando presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos de idade ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%.

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