Enquanto a Federação União Progressista não define nome ao Senado, Dueire e Túlio Gadelha conversam em Brasília

Enquanto a Federação União Progressista não define nome ao Senado, Dueire e Túlio Gadelha conversam em Brasília


Há um certo tempo Túlio Gadelha vinha conversando com Dueire em eventos aos quais os dois comparecem atendendo a convite da governadora

Por

TEREZINHA NUNES


Publicado em 06/05/2026 às 7:00
| Atualizado em 06/05/2026 às 7:29

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Além do deputado federal Eduardo da Fonte e do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, dois nomes são opções para o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra: o deputado federal Túlio Gadelha, o nome de esquerda escolhido de comum acordo com o presidente Lula, cuja vaga estaria garantida, e o atual senador Fernando Dueire que pretende disputar a reeleição e tem o apoio de mais cem prefeitos.

Não à toa os dois tiveram um encontro reservado em Brasília esta terça-feira devidamente festejado nas redes sociais. “Coisa boa estar com Túlio – disse Dueire em postagem no instagram – falamos sobre o Brasil e Pernambuco pois Pernambuco é o nosso CEP e tratamos do trabalho que realizamos aqui em Brasília pelo nosso estado. Conversamos sobre educação, meio-ambiente, saúde e infraestrutura. Pernambuco está sendo transformado pela governadora Raquel Lyra e aqui expressamos o nosso compromisso com o seu trabalho”.

Túlio respondeu ressaltando “a experiência, bagagem e capacidade de cuidar das pessoas” de Fernando Dueire e prometeu “aqui construímos algumas agendas sobre os temas que tratamos e sobre como ajudar melhor as pessoas. Novidades virão”. No final os dois deram as mãos e Dueire completou: “juntos podemos fazer mais”.

Há um certo tempo Túlio Gadelha vinha conversando com Dueire em eventos aos quais os dois comparecem atendendo a convite da governadora. Ele se confessou surpreendido com a forma como Dueire é recebido sobretudo pelos prefeitos. Como, ao contrário do ex-prefeito João Campos, a governadora tem mantido em banho-maria a definição sobre a chapa para o Senado e tem buscado estar perto de todos os pretendentes, isto pode ser um sinal claro, como comentou esta semana um deputado estadual governista, que ela sonha em manter o time unido, independente da posição de cada um.

Até as pombas que fazem pouso na fachada do Palácio das Princesas sabem que a segunda vaga é, de preferência, da União Progressista que precisa se definir entre Eduardo da Fonte e Miguel Coelho. É provável que com o apoio oficial do PP marcado para ser oficializado na próxima sexta-feira alguma luz surja no fim do túnel. Se não, a incerteza permanecerá.

João Paulo PT no ataque

O ex-prefeito do Recife, João Paulo PT, concedeu várias entrevistas esta semana, além de ter feito pronunciamento na Alepe sobre as chuvas que deixaram mortos e desabrigados na capital. Além de ter criticado o ex-prefeito João Campos por ter, segundo ele, querido tirar proveito político do episódio, ele afirmou em entrevista à Rádio Folha que em quatro anos do Governo atual 56 pessoas morreram por desabamento de morros no Recife. “Se há recursos na Prefeitura e todas essas pessoas morreram alguma coisa esta errada. E quem morreu? Pobre, preto e periférico. Com menos recursos, nós não enfrentamos isso porque juntamos todas as secretarias e as universidades para trabalhar nas áreas de morro preventivamente”.

Lula e Trump

Há uma grande incerteza em torno do encontro esta quinta-feira do presidente Lula com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump. A pauta até esta terça-feira não era conhecida. Analistas locais e nacionais apontaram para dois cenários: um primeiro em que os dois podem se entender sobre assuntos importantes como a redução do tarifaço e uma pauta visando o combate ao crime organizado ou mesmo um acordo em torno das terras raras, ou, no caso de desentendimento, o presidente brasileiro vir a passar por algum vexame como já ocorreu com outros líderes mundiais como Zelensky, da Ucrânia e o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. No primeiro caso, Lula poderia explorar um bom acordo se colocando como estadista e, no segundo, lhe restaria acusar Trump de querer atacar a soberania nacional.

Pergunta que não quer calar

Trump vai tratar bem Lula na Casa Branca ou partir para o ataque?

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