Câmara adia relatório da PEC 6×1 por divergência sobre período de transição; governo defende a diminuição imediata, oposição quer quatro anos

Câmara adia relatório da PEC 6×1 por divergência sobre período de transição; governo defende a diminuição imediata, oposição quer quatro anos

A divulgação do parecer sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 6×1, prevista para esta quarta-feira (20), foi adiada para segunda (25) por divergências entre o governo Lula (PT), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o relator do projeto, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), em torno de alguns pontos do texto, como o período de transição.

A PEC reduzirá a jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas, mas o governo defende a diminuição imediata ou uma transição mais rápida, enquanto os deputados do centrão querem um período de transição mais longo, de pelo menos quatro anos.

A reunião para definir essa regra ocorreu na noite desta terça (19) entre Motta, Prates e os ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães, além do líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS), e deputados do PT.

No entanto, não houve acordo e os parlamentares decidiram adiar a apresentação do relatório para debater mais.

“O essencial está decidido, os detalhes são absolutamente menores”, afirmou o líder do governo, Paulo Pimenta.

De acordo com o relator, a mudança não afeta o calendário. “Arrancamos o compromisso do presidente Hugo Motta de que, assim que votarmos na comissão, ele votará em seguida no plenário”, disse Prates. O objetivo é concluir a aprovação da PEC na Câmara ainda em maio.

 

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