Por que Edir Macedo precisa vender o seu banco ainda a que isso leve seus deputados a não pedir votos para o senador Flávio Bolsonaro

Por que Edir Macedo precisa vender o seu banco ainda a que isso leve seus deputados a não pedir votos para o senador Flávio Bolsonaro

Quinze anos após Silvio Santos, fechar venda do Banco Pan-Americano e se livrar de ter todos os seus bens indisponíveis, Edir Macedo vive mesmo drama

Clique aqui e escute a matéria

Quando no dia 31 de janeiro de 2011, o empresário Silvio Santos anunciou que fechara a venda do Banco Panamericano para o BTG Pactual, o apresentador disse que “Vendi o banco, claro. Não podia deixar de vender. “Não ganhei nada, não perdi nada”, disse. Ele lembrou que não possuia mais nenhuma dívida junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Silvio Santos estava falando a verdade. Não podia deixar de vender o banco porque se não o fizesse, o BC iria liquidá-lo e, consequentemente, ele estaria com os bens de suas demais empresas indisponíveis. O que na prática poderia levá-lo à falência. Empresários e executivos que já viveram a condição de ter seus bens indisponíveis sabem o inferno que é isso.

Mesmo drama

Quinze anos depois, o empresário Edir Macedo Bezerra precisa desesperadamente vender o Banco Digimais que ele comprou da família Renner, em Porto Alegre, cujo nome homenageia o patriarca da família e fundador faz alusão a Antônio Jacob Renner, o mesmo das Lojas Renner. E se livrar do fogo do inferno de uma liquidação extrajudicial.

Macedo, como Silvio Santos, não pode deixar de vender o banco, pelo mesmo motivo: O seu nome e CPF estão na Digimais Participações Ltda., que controla o banco e que, como diz no seu balanço em 2025, teve seu controle adquirido pelo Grupo Record. Ou seja , se o BC liquidar o Digimais, trava a vida da segunda maior rede de TV do país tornando sua gestão um inferno.



Silvio Santos no dia em que vendeu o Banco Paamericano. Eu tinha que vender o banco. – Divulgação

Venda de ativos

Há informações de que Macedo conseguiu repassar algumas carteiras para o BTG Pactual. E de que ele está usando o peso de sua bancada no Congresso Nacional para encontrar uma solução de mercado para o seu banco. E isso inclui pressionar politicamente o governo Lula para que não deixe o Digimais ser um novo Master em termos de prejuízo ao FGC.

O problema é que Macedo ainda tem esperanças de que pode vender o banco sem meter a mão no bolso. Silvio Santos conseguiu isso pressionando Dilma Rousseff, que não queria abrir um confronto com o homem que alegrava os domingos. Na prática, Silvio perdeu o banco, mas salvou o Grupo Silvio Santos de ser arrastado pelo Panamericano.

Balanço ruim

Mas o cenário agora é bem diferente. Quando se olha o último balanço do Digimais, os números até que não são ruins. Macedo levou para o Digimais, Aldemir Bendine, um respeitado administrador brasileiro. Ele foi presidente das empresas estatais brasileiras Banco do Brasil e Petrobras, que é uma grife do setor bancário.

O banco do bispo tem uma presença forte no empréstimo consignado, no Crédito do Trabalhador/Privado, em convênios com a Prefeitura de São Paulo e com o Governo de São Paulo. Mas no final de 2025 carregava uma taxa de inadimplência de 12,37%, que é um desastre no setor bancário, o que lhe obrigou a fazer um índice de provisão de perdas de 10,78%.

Banco Máster

Entretanto, o banco carregava títulos, adivinha de quem? Do Máster e aí a coisa começou a pegar. No balanço, o banco disse que tinha fundos com foco em incorporação e empreendimentos imobiliários que têm graves suspeitas. O banco declarou lucro de R$ 31 milhões. Mas analistas afirmam que o balanço não agüenta 15 minutos de auditoria.

Isso explica por que o empresário Edir Macedo Bezerra está tão preocupado com seu CPF. Ele está disposto a fazer um aporte de R$ 1,5 bilhão no banco. Em 2025, já injetou R$ 250 milhões para reforçar o capital da sua própria empresa. Mas os novos números apontam que o banco controlado pelo bispo Edir Macedo tem rombo estimado em R$ 8,5 bilhões.


Divulgação

Banco Digimais. – Divulgação

Entre escolhas

Isso o coloca em duas situações. Ou mete a mão em sua fortuna e salva a Record e o futuro da Igreja Universal do Reino de Deus. Oi volta a fazer as pazes com o governo Lula

Nos eventos da Semana Santa, em estádios lotados pelo Brasil, não houve críticas ao governo Lula. Interlocutores estão procurando o governo para dizer que com as denúncias contra Flávio está difícil apoiá-lo. E que se o FGC bancar uma parte do rombo do Digimais, o bispo completará o que falta, ainda que o venda para o BTG Pactual.

Redução de danos

Faz sentido. Edir Macedo Bezerra não pode correr o risco que Silvio Santos correu em 2011. O Banco Central hoje não é o BC dos tempos de Dilma Rousseff que podia até intervir na taxa Selic. O problema é a pressão da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que quer o mesmo tratamento que o bispo possa ter para o seu BRB.

Meio bilhão

Do total de R$ 42,519 bilhões classificados como emendas parlamentares pra serem pagos em 2026, os deputados e senadores de Pernambuco terão R$ 51,5 milhões para distribuir de acordo com seus interesses. Com a vantagem de não mais precisar que sejam pagas antes do período eleitoral, já que o Congresso aprovou transferências de recursos e a assinatura dos instrumentos como a doação de bens, materiais e insumos não dependerá da situação de adimplência do Município de até sessenta e cinco mil habitantes em período eleitoral.

Segurança de eventos

O Pernambuco Centro de Convenções (CECON-PE) foi o primeiro do setor de eventos a exigir, contratualmente, que promotores de eventos realizados em suas instalações contratem empresas de segurança privada regulares. A decisão atende à recomendação da Polícia Federal aos setores da iniciativa pública e privada para a contratação de serviços dentro dos parâmetros legais e normativos vigentes.

A adoção dessa prática representa importante avanço na promoção da legalidade, na proteção adequada do público e na valorização do setor formal de segurança privada, reforçando a parceria institucional entre o setor público e a iniciativa privada no combate a atividades irregulares.

Link da fonte aqui!

Veja também: