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No dia em que completou 90 anos, o IBGE divulgou nesta sexta-feira (29) que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu (1,1%) no primeiro trimestre do ano, frente ao 4º trimestre de 2025, com destaque para a Agropecuária (2,0%), Indústria (1,0%) e Serviços (0,5%). Comparada ao 1º trimestre de 2025, a economia cresceu 1,8%.
O número era esperando, porque tradicionalmente a Agropecuária se encarrega de sustentar o número positivo nos primeiros três meses do ano, mas o crescimento da indústria foi de fato a melhor notícia porque a atividade da Extrativa Mineral (3,6%) e a Construção (2,9%) mostra que se por um lado a Vale e a Petrobras continuam sustentando o tranco mirando na exportação de minério de ferro e petróleo a construção civil vem mantendo o ritmo forte desde o ano passado.
Atividades imobiliárias
Mas este ano é importante sobrevoar o setor de serviços de janeiro a março porque, como ele tem peso de aproximadamente 70% na economia do país, crescimento no trimestre, de 2,4% nas atividades de informação e comunicação, de 1,2% nas atividades imobiliárias e 0,6% no Comércio (0,6%) merece um comentário.
É que de janeiro a março o varejo vem revelando um forte endividamento das famílias chegando a 85% dos lares, mas por outro lado esse cenário perturbador aparentemente não tirou o apetite das pessoas em continuar comprando.
Efraim Móveis no Shopping Patteo. – Divulgação
Querendo comprar
No mês de abril, portanto, já no segundo trimestre uma pesquisa da CNC analisando a disposição das famílias brasileiras para comprar bens duráveis em comparação ao mesmo período do ano passado chegou a surpreendentes 18,5% devido à inclinação por eletrodomésticos e eletrônicos, somada à percepção de estabilidade no mercado de trabalho.
A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) registrou a sétima alta mensal consecutiva. E essa disposição para compra de duráveis é justificada tecnicamente por um nítido alívio inflacionário nessa categoria de produtos. O que faz a CNC advertir que o nível restritivo de juros drena a capacidade de venda das empresas e sufoca a retomada do crescimento.
Endividamento
Uma reaceleração, tanto do consumo das famílias quanto da economia como um todo, já era esperada neste início de ano, mas não deixa de ser surpreendente que isso aconteça com uma taxa Selic de 15% que no crédito pessoal chega a 50%. O IBGE explica o crescimento da Despesa de Consumo das Famílias (1,0%) lembrando que no último trimestre de 2025 o comércio não teve os números esperados.
Para os analistas o número mais importante no PIB do primeiro trimestre de 2026 está na Formação Bruta de Capital Fixo que cresceu 3,5%. Esse indicador é aquele que expressa o interesse das empresas em importação de máquinas e equipamentos.
Cresce no Brasil o comsumo de alimentos ultrapossessados – Divulgação
Juros altos
É verdade que em 2025 o número foi ruim, mas também pode se avaliar como uma percepção de que mesmo com uma taxa absurdamente alta as empresas precisam melhorar o seu modo de produção para se manter no mercado. Embora a CNI o número só reforça o cenário de desindustrialização do país e deixa o setor em alerta para 2026.
Para instituições como a Fiesp o crescimento de 1,1% é para ser comemorado, embora para o restante do ano, a manutenção dos juros em patamar elevado tenda a limitar o ritmo de expansão da economia, sobretudo diante da menor perspectiva de espaço para cortes da Selic em meio aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
Portanto, vamos apostar no crescimento na construção civil que sempre dá boas notícias com um mínimo de condições de produção. Até porque não falta interessado no que ela entrega.
NR-1 começou a valer em 26 de maio para todas as empresas. – DIVULGAÇÃO
Escala 6×1 e NR-1
O 41º Congresso Nacional de Sindicatos Empresariais (CNSE) – que aconteceu até esta sexta (29), no Parque Vila Germânica em Blumenau (SC) – foi só reclamação com a proposta de acabar a escala 6×1 e o impacto dela nas micro e pequenas empresas.
Mas existe um tema que a tramitação da escala 6×1 colocou em segundo plano que já está valendo com repercussão no dia a dia das empresas. Aplicação da NR-1 que é a exigência de gerenciamento de riscos psicossociais dos empregados, sem qualquer contrapartida de simplificação ou apoio ao pequeno empresário, representa mais um custo sobre quem já opera no limite.
PMES sofrendo
Segundo as entidades, o desafio está nas PMES que não têm departamento jurídico, não têm RH estruturado e não têm fôlego para absorver novas obrigações sem suporte. Cobrar cumprimento sem oferecer condições é punir quem tenta fazer certo. A NR-1 entrou em vigor desde o último dia 26 de maio.
Abelardo da Hora
A construtora Casa Orange se prepara para o lançamento do edifício Abelardo da Hora, a última peça que faltava do Centro Empresarial Queiroz Galvão, desenvolvido na Rua Padre Carapuceiro, em Boa Viagem, próximo ao Shopping Recife, uma das regiões corporativas mais consolidadas da capital pernambucana.
Mas ele será um residencial com serviços que chega para complementar o conjunto já formado por cinco empresários da região, trazendo agora uma proposta residencial para o endereço. Ao todo, serão 264 unidades, com metragens que variam de 23,55 m² a 66,82 m², pensadas para diferentes perfis de moradores e investidores.
Edifício Abelardo da Hora da Casa Orange será lançado este ano. – Divulgação
Aposta da Exata
A Exata Engenharia apresenta ao mercado nesta terça-feira (2), às 9h, no Cinema Imax do Shopping Recife, o Millennium Urban Home. Sob o comando do CEO Guilherme Correia de Carvalho, o projeto de torre única em Boa Viagem foca na alta liquidez e no mercado de renda recorrente.
Com preços a partir de R$ 295 mil (Studios) e R$ 550 mil (2 quartos), o empreendimento é voltado tanto para moradia moderna quanto para investidores de locação por temporada.



