Informações do JC
Professores da rede municipal de Olinda decretaram estado de greve após rejeitarem a proposta de reajuste salarial de 2,7% apresentada pela prefeitura. A classe cobra aplicação do piso nacional, de 5,4%.
Categoria cobra cumprimento do piso nacional
A proposta da gestão municipal foi apresentada durante reunião da mesa de negociações realizada na última quinta-feira (4). Além do percentual abaixo do reivindicado pelos docentes, o pagamento retroativo previsto pela prefeitura contemplaria apenas o mês de maio.
Em assembleia realizada na sexta-feira (5), a categoria aprovou o estado de greve e um calendário de mobilizações para os próximos meses. A presidente do Sindicato dos Professores da Rede Municipal de Olinda (Sinpmol) Márcia Vieira afirmou que a decisão representa uma resposta à proposta apresentada pela prefeitura.
Ainda de acordo com o sindicato, Olinda é um dos únicos municípios da Região Metropolitana do Recife (RMR) que ainda não concedeu o reajuste anual dos professores.
Queixas incluem carreira e infraestrutura escolar
Além da questão salarial, os docentes apontam problemas relacionados à valorização profissional, ao que classificam como desmonte da carreira, casos de assédio, descumprimento de direitos trabalhistas e falta de infraestrutura nas escolas da rede municipal.
Entre as pautas, estão:
- Reajuste salarial de 5,4%, conforme o piso nacional do magistério;
- Melhoria das condições de trabalho dos docentes;
- Valorização da carreira profissional;
- Cumprimento de direitos trabalhistas;
- Melhorias na infraestrutura das escolas municipais;
- Continuidade das negociações com a gestão municipal.
“A categoria não aceitará o desmonte da carreira nem abrirá mão de seus direitos. O reajuste do piso é lei e deve ser cumprido. Respeito, valorização e condições dignas de trabalho não são favores. São obrigações”, afirma Vieira.
Negociações continuam sem nova data
De acordo com o sindicato, ainda não há uma data definida para a próxima reunião da mesa de negociação entre representantes dos professores e a Prefeitura de Olinda.
A reportagem do Jornal do Commercio entrou em contato com a gestão municipal acerca da decisão dos docentes e aguarda retorno.



