O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que os ataques de autodefesa começaram no fim da tarde, por ordem direta do presidente Donald Trump
JC
Publicado em 09/06/2026 às 22:03
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Os Estados Unidos realizaram, nesta terça-feira (9), uma série de bombardeios contra o território iraniano. A operação militar ocorreu em retaliação à derrubada de um helicóptero Apache do Exército norte-americano na região estratégica do Estreito de Ormuz, ocorrida na noite de segunda-feira. A ação eleva drasticamente a tensão na região e ameaça o frágil cessar-fogo em vigor desde o início de abril.
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que os ataques de autodefesa começaram no fim da tarde, por ordem direta do presidente Donald Trump. As forças americanas miraram sistemas de defesa aérea e de radares iranianos no sul do país. Agências de notícias estatais do Irã confirmaram explosões na ilha de Qeshm e nas cidades de Bandar Abbas, Sirik, Kohstak e Minab, embora inicialmente tenham atribuído os ataques a uma “origem desconhecida”. Em pronunciamento à emissora ABC, Trump classificou a reação militar como proporcional, necessária e “muito poderosa”.
RESPOSTA DO IRÃ
A resposta de Teerã foi imediata. A Guarda Revolucionária iraniana prometeu uma reação contundente à agressão, enquanto o chanceler Abbas Araghchi declarou que nenhum ataque ou ameaça ficará sem resposta, emitindo um alerta para que civis deixem as áreas de risco no Oriente Médio. O acirramento dos ânimos ocorre em um momento delicado, visto que o governo norte-americano negociava o fim do conflito, iniciado em fevereiro, e havia sinalizado que as tratativas para um acordo final estavam avançadas.
O estopim para a crise foi a queda do helicóptero Apache AH-64 na segunda-feira. Os dois tripulantes foram resgatados do mar em condição estável com o auxílio de um drone marítimo. Embora o Exército dos EUA ainda investigue o caso, autoridades militares informaram que a aeronave foi atingida por um drone iraniano do modelo Shahed, restando apurar se o ataque foi intencional. Esta foi a primeira perda de um helicóptero Apache pelos EUA nesta guerra, um modelo considerado um dos mais avançados do mundo em termos de ataque e autodefesa.


