Arte, memória e tradição marcam encerramento do 1º Seminário Pernambucano pela Defesa do Patrimônio Cultural

Arte, memória e tradição marcam encerramento do 1º Seminário Pernambucano pela Defesa do Patrimônio Cultural

O Recife foi palco de um encontro dedicado à valorização da memória, da arte e das tradições pernambucanas durante a culminância do 1º Seminário Pernambucano pela Defesa do Patrimônio Cultural, realizado na tarde desta quinta-feira (11), na Livraria Jardim, no coração da capital. O evento, coordenado por Cristiano Carrilho, da Associação Brasileira de Ciências Criminais (ABCCRIM), reuniu artistas, agentes culturais, pesquisadores e representantes de diferentes linguagens artísticas em defesa da preservação do patrimônio histórico e cultural.

Promovido pela ABCCRIM em parceria com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), o seminário reforçou que a proteção do patrimônio vai além das normas legais, envolvendo também a valorização das pessoas, dos saberes populares e das expressões que formam a identidade do estado.

A programação contou com a participação de importantes nomes da cultura pernambucana, como Aramis Trindade, Nonô Germano, Nena Queiroga, Mônica Feijó, Eliana Victório, Jan Souza e Ricardo Coller, que compartilharam experiências e reflexões sobre os desafios de manter vivas as tradições e manifestações culturais.

O encontro também promoveu diálogos entre diferentes áreas da produção cultural. Representantes do cinema, literatura, gastronomia, moda, design, fotografia e artes visuais discutiram caminhos para fortalecer a preservação da memória coletiva e ampliar o reconhecimento das expressões culturais pernambucanas.

Entre os debates, o audiovisual ganhou destaque com reflexões sobre o papel do cinema e dos palcos como espaços de registro e resistência histórica. Já a gastronomia e a literatura foram apresentadas como ferramentas de conexão entre os sabores, histórias e mercados tradicionais do estado.

A moda e o design também integraram as discussões, abordando como o artesanato, os saberes ancestrais e a criatividade contemporânea contribuem para manter viva a identidade cultural de Pernambuco.

O encerramento do seminário consolidou a importância da união entre artistas, instituições e sociedade civil para garantir que as futuras gerações tenham acesso às referências culturais que formam a história do estado.

“Preservar o patrimônio cultural é garantir que o futuro saiba de onde viemos para entender para onde podemos ir”, destacou a organização do evento.

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